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Q3409985 Veterinária
A digestibilidade ruminal do amido pode ser elevada com o processamento do grão. O pH ruminal é a mais importante variável ruminal na degradação da fibra. Há valores que são considerados críticos para a atividade das bactérias celulolíticas e boa produção microbiana. Por isso, o pH ruminal deve estar acima de: 
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Tema central: relação entre pH ruminal e a atividade das bactérias celulolíticas (microbiota que degrada a fibra/NDF). A digestão de fibra no rúmen é altamente pH-dependente: quando o pH cai, as bactérias celulolíticas reduzem sua atividade e a digestibilidade da fibra despenca.

Resposta correta: C — 6,2. O limiar crítico amplamente aceito para manter a atividade das bactérias celulolíticas e uma boa produção microbiana é pH acima de ~6,2. Abaixo desse ponto, enzimas celulolíticas e a adesão bacteriana à fibra são inibidas, reduzindo a digestão da FDN e a síntese de proteína microbiana. Referências: NASEM Dairy Cattle (2021) recomenda manter pH médio >6,0–6,2 para otimizar digestão de fibra; Van Soest, Nutritional Ecology of the Ruminant; revisões como Plaizier et al. (2008) para SARA. O enunciado cita processamento de grãos (maior amido fermentável), o que tende a baixar o pH; por isso a ênfase em manter o pH acima do limiar que preserva as celulolíticas.

Raciocínio prático: pH ruminal ideal para fibra situa-se em ~6,2–6,8. A meta mínima segura é “acima de 6,2” em dietas com amido processado, garantindo digestão de fibra e menor risco de acidose subclínica.

Análise das alternativas incorretas

  • A – 5,5: muito baixo para celulolíticas. pH nessa faixa caracteriza acidose ruminal subaguda/AGUDA dependendo da duração; há forte inibição da digestão de fibra e favorecimento de bactérias amilolíticas. (Plaizier et al., 2008).
  • B – 5,8: ainda abaixo do ponto crítico. Várias fontes situam SARA entre pH 5,5–5,8 por horas no dia; a digestão de FDN e a mastigação de ruminação caem, comprometendo a produção de proteína microbiana e de leite/crescimento.
  • D – 6,5: embora favorável à digestão de fibra, é um alvo mais alto que o mínimo crítico e pode ser pouco realista em dietas com maior amido processado. A questão pede o ponto de corte para preservar as celulolíticas; 6,2 é o limiar aceito. Exigir >6,5 não é necessário para “boa produção microbiana”.

Pegadinha de prova: confundir o pH ótimo para máxima digestão de fibra (>6,5) com o pH mínimo crítico para manter atividade adequada (~6,2). Foque em palavras-chave como “atividade de bactérias celulolíticas” e “valor crítico”.

Aplicação prática (manejo): para manter pH ≥6,2 em dietas com grãos processados, use FDN efetiva (forragem de boa fibra física), ajuste taxa de inclusão de amido, adote tamponantes (bicarbonato), leveduras e faça adaptação gradual.

Referências-chave: NASEM (NRC) Nutrient Requirements of Dairy Cattle, 2021; Van Soest P. Nutritional Ecology of the Ruminant; Plaizier JC et al., The Vet J 2008 (SARA).

Gabarito: C — 6,2

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