A Ampicilina sódica, um antibiótico bactericida, quando na d...
Gabarito comentado
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Tema central: uso e posologia da ampicilina sódica por espécie veterinária. É um β-lactâmico bactericida (tempo-dependente) com ação contra Gram-positivos e parte dos Gram-negativos. A via IV a cada 8 horas é típica de manejo hospitalar, especialmente em equinos, devido à meia-vida curta e necessidade de manter o tempo acima da CIM.
Alternativa correta: B – Equinos
Em equinos, a ampicilina sódica é comumente administrada IV em intervalos de 6–8 h, com doses usuais de 20–30 mg/kg, podendo alcançar 50 mg/kg (e, em situações específicas/foals, regimes mais altos até próximos de 100 mg/kg têm respaldo em prática clínica hospitalar). A faixa 25–100 mg/kg IV q8h se alinha ao perfil de uso intensivo em equinos quando se busca exposição tempo-dependente adequada em infecções graves. Referências: Merck Veterinary Manual; Plumb’s Veterinary Drug Handbook; Papich’s Saunders Handbook of Veterinary Drugs.
Por que as demais estão incorretas?
- Suínos: a prática usual é IM (ou via na água/ração) com doses muito menores (≈ 5–20 mg/kg) e intervalos mais longos; IV q8h não é rotina em granja e a dose proposta é desproporcional. Além disso, manejo IV repetido em suínos é logisticamente impraticável. Fontes: Plumb, Papich.
- Bovinos: em ruminantes, a ampicilina é usada sobretudo IM/SC com doses típicas de 5–11 mg/kg e intervalos mais espaçados. IV q8h 25–100 mg/kg é inadequado para produção, aumenta risco de resíduos e há regras de retirada rigorosas. A via IV em alta dose/frequência não corresponde ao preconizado para bovinos. Fontes: Merck, Plumb.
- Caprinos: perfis semelhantes aos de ovinos, com doses usuais IM/SC 10–20 mg/kg e intervalos de 12–24 h; uso IV q8h em altas doses não é padrão para a espécie e contrasta com práticas de campo. Fontes: Papich, Plumb.
Estratégia de prova: quando a questão traz via IV + intervalo curto (q8h) + faixa ampla e elevada de dose, pense em equinos hospitalizados, onde a farmacocinética exige manutenção do T>CIM e o acesso IV é comum. Em animais de produção, doses são menores, vias IM/SC predominam e há restrições de resíduo.
Lembretes clínicos: - Colher cultura e antibiograma sempre que possível (direciona terapia). - Ajustar dose em disfunção renal (β-lactâmicos são eliminados por filtração glomerular). - Monitorar para reações de hipersensibilidade.
Referências: Merck Veterinary Manual (Terapia antimicrobiana em equinos); Plumb’s Veterinary Drug Handbook; Papich’s Saunders Handbook of Veterinary Drugs. As recomendações reforçam a adequação do regime IV frequente em equinos e as diferenças de espécie quanto a via, dose e intervalo.
Gabarito: B – Equinos.
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