A Angina de Ludwig é uma tumefação de tecido mole, provenien...
A Angina de Ludwig é uma tumefação de tecido mole, proveniente de infecções dentárias da região submandibular, é considerada uma celulite grave, porém relativamente rara. É uma infecção de evolução rápida do soalho de boca com consequente elevação da língua, comprometendo a mastigação, deglutição e respiração. Podemos dizer que faz parte do plano de tratamento da Angina de Ludwig o seguinte procedimento:
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Tema central: Angina de Ludwig é uma celulite agressiva do soalho bucal que dissemina pelos espaços submandibular, sublingual e submentoniano, com risco elevado de obstrução de vias aéreas. Evolui rapidamente com elevação da língua, dor, trismo, sialorreia, disfagia e “voz abafada”. Complicações graves incluem mediastinite e sepse.
Estratégia de prova: Em infecções cervicofaciais profundas, pense sempre no manejo em blocos: vias aéreas → antibiótico → drenagem → controle do foco odontogênico. Quando todas as etapas são citadas, a resposta tende a ser “todas corretas”.
Alternativa correta (E): O tratamento é multimodal e inclui: manutenção das vias aéreas, antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro, drenagem cirúrgica/descompressão dos espaços afetados e remoção da causa odontogênica. Essa sequência está alinhada a referências como UpToDate, Harrison’s e diretrizes de infecções cervicais profundas (AAOMS/AAO-HNS).
A) Manutenção das vias aéreas: É a prioridade (ABC). Sinais de alarme: estridor, uso de musculatura acessória, hipoxemia, incapacidade de deglutir secreções. Preferir intubação desperta com fibrobroncoscopia; se inviável, considerar traqueostomia. Decúbito elevado e oxigênio suplementar auxiliam. Corticoide pode ser adjuvante para edema, sem substituir outras medidas.
B) Antibioticoterapia: Iniciar EV de amplo espectro contra estreptococos viridans, anaeróbios e estafilococos. Esquemas usuais: ampicilina-sulbactam ou piperacilina-tazobactam; se risco de MRSA, associar vancomicina ou linezolida. Em alergia a penicilina: clindamicina ± ceftriaxona/metronidazol. Ajustar por cultura quando disponível.
C) Drenagem da infecção: Embora classicamente “celulite”, há benefício em descompressão cirúrgica precoce dos espaços submandibulares/sublinguais, especialmente com comprometimento respiratório, falha clínica em 12–24h ou evidência de coleção em TC com contraste. Realiza-se incisão externa bilateral, lise de septos e colocação de drenos.
D) Remoção da causa: Controle do foco odontogênico (exodontia ou tratamento endodôntico do dente causal) após estabilização das vias aéreas e antibioticoterapia inicial. Sem isso, há alto risco de recidiva.
Diagnóstico e exames: O diagnóstico é clínico. Solicitar TC de pescoço com contraste após garantir via aérea, para mapear espaços envolvidos/coleções. Laboratórios: leucocitose e PCR elevadas são comuns.
Pegadinhas: Não confiar apenas em antibiótico; vias aéreas primeiro. “Esperar formar abscesso” é erro: na Angina de Ludwig, a descompressão pode ser necessária mesmo sem grande flutuação.
Gabarito: E
Referências: UpToDate (Deep neck space infections; Ludwig’s angina), Harrison’s Principles of Internal Medicine, AAOMS Parameters of Care; revisões sobre infecções cervicais profundas odontogênicas.
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