No período "Por isso, é importante permitir que as palavras...

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Q3950666 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como falar o que sente e o que pensa


Falar sobre o que sentimos é essencial para manter o equilíbrio emocional e o bem-estar. Guardar emoções e pensamentos pode causar sofrimento, pois o corpo e a mente precisam de expressão e diálogo. Quando não expressamos nossos sentimentos, podem surgir sinais como alterações no sono, mudanças no apetite, dificuldade de concentração e tristeza. Esses sinais indicam a necessidade de atenção e de reconhecimento das próprias emoções.


Ignorar o que sentimos não elimina o problema e pode agravar o sofrimento. Por isso, é importante permitir que as palavras expressem nossos sentimentos e buscar apoio quando necessário. Falar com alguém de confiança ou com um profissional ajuda a compreender melhor as emoções e fortalece a saúde emocional. Cuidar do que pensamos e sentimos é um passo fundamental para viver com mais equilíbrio e bem-estar.


Texto Adaptado


VIEIRA, Linda. Como falar o que sente e o que pensa. Vitat, [s.d.]. Disponível em: https://vitat.com.br/como-falar-o-que-sente/. Acesso em: 18 fev. 2026.

No período "Por isso, é importante permitir que as palavras expressem nossos sentimentos e buscar apoio quando necessário", considerando a estrutura sintática e o valor funcional da oração "que as palavras expressem nossos sentimentos", assinale a alternativa que classifica corretamente essa oração no contexto em que ocorre.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No período "Por isso, é importante permitir que as palavras expressem nossos sentimentos e buscar apoio quando necessário", a oração "que as palavras expressem nossos sentimentos" integra o verbo "permitir", que exige complemento direto. A base decisiva é a regência de "permitir": a pergunta é "permitir o quê?". Assim, a oração classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta.

Tema central: oração subordinada substantiva objetiva direta
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra em dois pontos. Primeiro, há incompatibilidade na própria classificação: a oração não pode ser ao mesmo tempo "subordinada" e "coordenada". Segundo, a oração "que as palavras expressem nossos sentimentos" não se liga a "buscar apoio" com valor explicativo; ela completa especificamente o verbo "permitir". A coordenação existente no período é entre os infinitivos "permitir" e "buscar", não entre a oração iniciada por "que" e "buscar apoio".
B
Errada
A oração não completa o adjetivo "importante". O núcleo que exige complemento, nesse ponto da estrutura, é o verbo "permitir". Em completiva nominal, a oração se vincularia a um nome; aqui, o vínculo é verbal e sem preposição. Portanto, não se trata de oração subordinada substantiva completiva nominal.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a oração "que as palavras expressem nossos sentimentos" completa o sentido do verbo transitivo direto "permitir". Ela funciona como complemento verbal sem preposição, isto é, como objeto direto oracional. Nesse contexto, o "que" atua como conjunção integrante.
D
Errada
A oração não indica finalidade. O "que" introduz uma oração substantiva integrante, não uma oração adverbial final. Além disso, a função sintática do segmento é completar o verbo "permitir", e não atuar como adjunto adverbial do predicado principal. A alternativa troca complemento verbal por valor circunstancial.
E
Errada
A alternativa desloca a função sintática para o nível errado da estrutura. Na construção "é importante permitir que as palavras expressem nossos sentimentos e buscar apoio quando necessário", a função de sujeito oracional da avaliação "é importante" pertence ao bloco infinitivo mais amplo, e não isoladamente à oração "que as palavras expressem nossos sentimentos". Essa oração está encaixada dentro de "permitir" como seu objeto direto.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre dois níveis sintáticos: a estrutura maior "é importante permitir... e buscar..." e a oração interna "que as palavras expressem nossos sentimentos". Quem olhou para "é importante" ou para a coordenação entre "permitir" e "buscar" perdeu o ponto decisivo: a oração com "que" complementa apenas o verbo "permitir".
Dica para questões semelhantes
  • Identifique primeiro qual palavra a oração com "que" completa: aqui, o núcleo regente é o verbo "permitir".
  • Faça a pergunta sintática ao verbo: se a oração responde a "o quê?", há objeto direto oracional.
  • Não confunda a função da oração interna com a função da estrutura maior em que ela aparece.
  • Verifique o valor do "que": se ele apenas introduz complemento, é conjunção integrante, não marcador de finalidade ou explicação.

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