Na pergunta que inicia o texto, o sujeito da forma verbal “...

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Q3365675 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

Na pergunta que inicia o texto, o sujeito da forma verbal “frustrou” 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No trecho "Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria caligrafia?", o termo "Quem" exerce a função de sujeito dos verbos coordenados "se deparou" e "se frustrou"; por isso, o sujeito de "frustrou" corresponde a "Quem".

Tema central: sujeito em oração interrogativa
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque não há sujeito indeterminado. A oração traz sujeito expresso, realizado pelo termo "Quem".
B
Certa
A alternativa B está correta porque, na pergunta inicial, "Quem" não funciona só como palavra interrogativa: ele tem função sintática de sujeito. Como "se deparou" e "se frustrou" estão coordenados, ambos compartilham o mesmo sujeito, expresso no início da oração por "Quem".
C
Errada
Está errada porque o sujeito não é inexistente. A forma verbal "se frustrou" está ligada a um sujeito expresso na própria oração: "Quem".
D
Errada
Está errada por dois motivos objetivos. Primeiro, altera o texto-base, que traz "alguma antiga anotação", e não "alguma anotação escrita". Segundo, esse sintagma não é sujeito de "se frustrou": ele integra o complemento de "se deparou com", regido pela preposição "com".
E
Errada
Está errada porque o "se" não exerce função de sujeito. Nesse trecho, ele integra as formas verbais pronominais "se deparou" e "se frustrou". O sujeito continua sendo "Quem".
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre valor interrogativo e função sintática: muitos candidatos veem "Quem" apenas como palavra de pergunta e ignoram que, no trecho, ele é o sujeito; além disso, o "se" pode induzir erro, mas não funciona como sujeito.
Dica para questões semelhantes
  • Em perguntas iniciadas por "quem", verifique se esse termo exerce função sintática na oração; ele pode ser o sujeito.
  • Quando houver verbos coordenados, teste se ambos compartilham o mesmo sujeito expresso no início da estrutura.
  • Não confunda o pronome "se" de verbo pronominal com sujeito da oração.
  • Separe sujeito de complemento: termo introduzido por preposição, como em "se deparou com alguma antiga anotação", não é sujeito do verbo seguinte.

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Comentários

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N seria indeterminado?

Os sujeitos são classificados em:

  • Sujeito determinado - é o sujeito que pode ser identificado na oração. Um sujeito determinado pode ser simples, composto ou oculto. Exemplo: A menina escreve bem. Sujeito: A menina.
  • Sujeito indeterminado - é o sujeito que não é identificado na oração. Exemplo: Falaram mal da tua vizinha. (Não é possível determinar quem praticou a ação de “falar mal.”)
  • Sujeito inexistente - ocorre em orações que são construídas com verbos impessoais e que, portanto, não admitem agentes de ação. Exemplo: Faz tempo que não o vejo.

Questão difícil. Seria indeterminado no sentido semântico, pois não se sabe "QUEM" é a pessoa. O pronome interrogativo QUEM exerce a função sintática de sujeito simples na frase, embora não seja possível saber exatamente quem é a pessoa.

O pronome interrogativo quem é o núcleo do sujeito. Por isso os verbos ficam na 3ª pessoa do singular: “se deparou”, “se frustrou”.

Quem se frustou ? "Quem"

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