Medição rápida e quantitativa de células apoptóticas podem ...

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Q3329358 Veterinária
Medição rápida e quantitativa de células apoptóticas podem ser detectadas por citometria de fluxo. A este respeito, pode-se afirmar que: 
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Tema central: Detecção de apoptose por citometria de fluxo. A técnica permite quantificar rapidamente células em diferentes estágios (vivas, apoptóticas, necróticas) explorando propriedades biológicas da apoptose, como exposição de fosfatidilserina (Annexin V), perda do potencial mitocondrial (JC-1/TMRE), ativação de caspases (p.ex., caspase-3) e fragmentação de DNA (TUNEL, 7-AAD/PI).

Gabarito: A

Por que a A está correta: Os ensaios de citometria para apoptose utilizam marcadores que exploram eventos intrínsecos da apoptose mantendo, em muitos protocolos, as células em estado próximo ao fisiológico (p.ex., Annexin V/PI em células vivas sem fixação), o que favorece dados mais confiáveis e quantitativos. Isso está alinhado a referências clássicas (Shapiro – Practical Flow Cytometry; UpToDate – Laboratory methods for detection of apoptosis) e boas práticas MIFlowCyt/ISAC.

Análise das alternativas incorretas:

  • B. Incorreta. A citometria detecta sim caspase-3 (por anticorpos intracelulares ou substratos fluorogênicos) e fragmentação de DNA (TUNEL). Dizer que “não há detecção” contraria a prática laboratorial consolidada (Current Protocols in Cytometry; UpToDate).
  • C. Incorreta. A avaliação de viabilidade por corantes como 7-AAD, PI ou DAPI fornece informações sobre células viáveis e não viáveis, e, quando combinada com Annexin V, distingue vivas, apoptóticas e necróticas. Logo, não é “apenas de células viáveis”.
  • D. Incorreta. Células não viáveis têm membranas permeáveis e podem ligar anticorpos de forma inespecífica, gerando artefatos e ruído, não “dados relevantes”. A boa prática é excluir essas células com gates de viabilidade e bloqueio de Fc quando aplicável (ISAC guidelines).
  • E. Incorreta. O 7-AAD é impermeável a células vivas e marca DNA de células mortas/comprometidas, permitindo a diferenciação entre vivas e mortas; em conjunto com Annexin V, separa ainda as apoptóticas. A afirmação nega uma aplicação clássica.

Dicas de prova (pegadinhas): - Desconfie de frases absolutas de negação (“não há detecção de caspase-3/DNA”) quando você lembra de ensaios clássicos (Annexin V/PI, TUNEL, anti–caspase-3). - Lembre que viabilidade ≠ apenas células vivas: os corantes de viabilidade servem para excluir mortas e qualificar subpopulações. - Controle de qualidade: inclua controles de compensação, de isotipo, e gates para eliminar detritos e dupletos.

Termos-chave: Annexin V (liga fosfatidilserina externa), 7-AAD/PI (marca DNA em células com membrana comprometida), caspase-3 (executora da apoptose), TUNEL (detecta quebras de DNA), JC-1/TMRE (potencial mitocondrial).

Referências úteis: Shapiro HM. Practical Flow Cytometry; UpToDate – Laboratory methods for detection of apoptosis; ISAC/MIFlowCyt best practices; Tizard – Veterinary Immunology (princípios aplicáveis em medicina e veterinária).

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