A imunofenotipagem ou caracterização fenotípica de células ...
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Tema central: Imunofenotipagem é a identificação/quantificação de subpopulações celulares em amostras mistas (ex.: sangue) usando anticorpos contra marcadores (CD), geralmente por citometria de fluxo. Isso permite distinguir linfócitos T, B, NK, monócitos etc. Referência: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Flow cytometry in hematology).
Gabarito: D (INCORRETO)
Por que a D é a incorreta: A afirmação “marcadores são antígenos específicos que podem ser expressos em apenas um tipo celular” é generalização indevida. Na prática, a maioria dos marcadores não é exclusiva. Exemplos: CD4 está em linfócitos T auxiliares e também em monócitos/dendríticas; CD45 está em todos os leucócitos (com isoformas); CD34 em células-tronco hematopoéticas e endoteliais progenitoras. Por isso usam-se painéis multimarcadores e análise combinatória (gating) para definir populações (diretriz prática em citometria de fluxo; UpToDate).
Análise das demais alternativas:
A – Correta. Anticorpos reconhecem proteínas de superfície (antígenos CD) e podem ser conjugados a fluorocromos para detecção. Base do método em citometria de fluxo e imunohistoquímica (Harrison’s/UpToDate).
B – Correta. É rotineiro realizar multicolor (2, 4, 8, 10+ anticorpos) na mesma célula, permitindo identificar fenótipos complexos (ex.: CD3+CD4+ T auxiliares vs. CD3−CD14+ monócitos). Exige compensação espectral adequada.
C – Correta. As PBMC (linfócitos e monócitos) são isoladas classicamente por gradiente de densidade Ficoll-Hypaque (~1,077 g/mL). Método descrito por Bøyum (Scand J Clin Lab Invest, 1968) e padrão até hoje.
E – Correta. Painéis com anti-CD3 (linfócitos T), anti-CD4 (T auxiliares e monócitos) e anti-CD14 (monócitos) são típicos para PBMC. A co-marcação permite separar T CD3+CD4+ de monócitos CD14+ (CD3−), ilustrando por que um único marcador não basta.
Estratégia de prova: desconfie de termos absolutos como “apenas”, “sempre”, “nunca”. Em imunofenotipagem, lembre que há sobreposição de marcadores e que a identificação é feita por combinação de antígenos. PBMC ≠ granulócitos; “Ficoll-Hypaque” aponta para método de isolamento correto.
Referências rápidas: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – Principles of flow cytometry; Bøyum A, 1968 (Ficoll). Essas fontes corroboram o uso de painéis, a não exclusividade dos marcadores e o método de isolamento de PBMC.
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