Nas comunicações oficiais, o agente comunicador é o serviço ...
Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue
os itens seguintes, referentes a adequação da linguagem, formato e
características da correspondência oficial.
- Gabarito Comentado (1)
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- Comentários (12)
- Estatísticas
- Cadernos
- Criar anotações
- Notificar Erro
Gabarito comentado
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Gabarito: C (Certo)
Tema central da questão:
A questão aborda um dos princípios fundamentais da correspondência oficial segundo o Manual de Redação da Presidência da República (MRPR): a impessoalidade na comunicação.
Resumo teórico:
No serviço público, a impessoalidade é um pilar essencial. Isso significa que, nos documentos oficiais, quem se comunica é o órgão ou entidade — e não o servidor individualmente. O assunto tratado deve estar relacionado às funções institucionais do órgão remetente, evitando opiniões pessoais ou impressões particulares de quem redige. Esse padrão garante uniformidade, clareza e profissionalismo nos documentos oficiais.
O MRPR ressalta exatamente esses pontos. O texto do manual afirma: “A característica mais importante da redação oficial é a impessoalidade. O agente comunicador é sempre o serviço público.” (Manual de Redação da Presidência da República, 2018).
Justificativa da alternativa correta:
A afirmativa da questão está correta porque descreve fielmente o que preconiza o MRPR:
- A comunicação parte do órgão, não do indivíduo;
- O conteúdo deve relacionar-se às atribuições institucionais do órgão;
- Deve-se evitar impressões pessoais, preservando a padronização e uniformidade dos documentos.
Esses critérios promovem a isonomia, transparência e eficiência na administração pública.
Estratégia de interpretação:
Ao ler questões desse tema, busque palavras-chave como impessoalidade, uniformidade e atribuições do órgão. Desconfie de enunciados que falem em opiniões pessoais, subjetividade ou destaque para o servidor individual.
Resumo motivacional:
Dominar esses princípios facilita não só a resolução de questões de concurso, mas também a produção de documentos oficiais adequados e profissionais!
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Comentários
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Justificativa segundo o Manual de Redação da Presidência da República:
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal;
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pessoal.
Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora.
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade.
Constato o gabarito como ERRADO, pois está se falando em IMPESSOALIDADE e não em Uniformidade!
QUESTÃO: Nas comunicações oficiais, o agente comunicador é o serviço público, e o assunto relaciona-se às atribuições do órgão ou da entidade que comunica, devendo a correspondência oficial estar isenta de impressões individuais do remetente do documento, para a manutenção de certa
Impessoalidade
Segundo o Manual da Presidência da República:
1.1. A Impessoalidade
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários: a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c) alguém que receba essa comunicação. No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União.
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal;
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pessoal.
Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora.
Concordam?
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;
Uma comunicação oficial deve ser impessoal para que haja uma certa uniformidade entre os documentos. Se cada agente comunicador colocasse no documento suas impressões pessoais não teríamos a UNIFORMIDADE.
ITEM CORRETO
(i) agente comunicador não é o serviço público, mas sim o servidor/agente político/administrativo;
(ii) assunto é o resumo do teor do documento, conforme o item 3.1 c do Manual de Redação... (3. O Padrão Ofício - 3.1 Partes do documento no padrão-ofício c) assunto: resumo do teor do documento). Obviamente, o assunto vai tratar de algo da competência do órgão ou da unidade. Ninguém imagina que a política nacional de transporte fará parte de memorando do Diretor Presidente da ANS para o Dir. de Gestão desta autarquia, por exemplo.
Questoes de MRO são o parque de diversões do CESPE.
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