Com base no funcionamento sintático e semântico do período ...

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Q3948975 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Não sou igual a você


Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?


CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026.
Com base no funcionamento sintático e semântico do período "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa", analise a estrutura da oração, a relação entre seus termos e o valor atribuído ao predicado em torno da expressão "é algo estranho", considerando o comportamento verbal e nominal do enunciado, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa." O trecho decisivo organiza-se como predicação nominal: o segmento em infinitivo funciona como sujeito oracional reduzido, "é" atua como verbo de ligação e "algo estranho" como predicativo do sujeito. Por isso, o período não se estrutura como ação verbal plena, transitividade ou impessoalidade, o que confirma a alternativa C.

Tema central: predicação nominal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve predicação verbal e ação concreta como núcleo do período. Isso não ocorre aqui: o verbo central da oração principal é "é", com função relacional. Além disso, "algo estranho" não é elemento dispensável; é o predicativo do sujeito e concentra a avaliação expressa no enunciado. A confusão está em tomar "Topar" como verbo principal, quando ele integra o sujeito oracional.
B
Errada
Está errada porque não há construção transitiva direta. No trecho, "é" não funciona como verbo pleno que seleciona objeto direto. Em "é algo estranho", a expressão "algo estranho" não complementa verbalmente o verbo; ela exerce função de predicativo do sujeito. O erro da alternativa é confundir termo posposto ao verbo com objeto.
C
Certa
A alternativa C está correta porque identifica a estrutura sintática do período: há um sujeito oracional reduzido de infinitivo em "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua", ligado por "é" a um predicativo do sujeito, "algo estranho". O valor semântico do predicado é avaliativo, pois o enunciado formula um juízo sobre a experiência descrita, e não apresenta verbo com sentido pleno de ação nem complemento verbal.
D
Errada
Está errada porque a oração não é impessoal nem sem sujeito. O sujeito existe e está expresso na forma reduzida de infinitivo: "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua". Também é incorreto dizer que "é" tem sentido autônomo pleno nesse contexto, porque sua função é ligar o sujeito ao predicativo "algo estranho".
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de ler "Topar" como verbo principal da oração e, a partir disso, classificar mal o restante da estrutura: ou como ação verbal, ou como transitividade, ou até como oração sem sujeito. O ponto correto é reconhecer que o infinitivo inteiro funciona como sujeito oracional.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver infinitivo no início do período, verifique se ele forma o sujeito da oração principal antes de tratá-lo como verbo principal.
  • Com o verbo "ser", observe se o termo pós-verbal atribui característica ou avaliação ao sujeito; se isso ocorrer, há predicação nominal, não objeto direto.
  • Para excluir impessoalidade, procure primeiro se existe sujeito expresso, mesmo que ele venha em forma oracional reduzida de infinitivo.

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Comentários

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Mais uma banca para colocar na lista das terríveis.

✔️ Reconhece:

  • predicação nominal
  • verbo de ligação
  • predicativo “algo estranho”
  • relação de juízo avaliativo
  • Sujeito:
  • “Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua”
  • ➡️ Isso é uma oração reduzida de infinitivo com valor de sujeito (sujeito oracional).
  • Verbo:
  • “é”
  • ➡️ Verbo de ligação (não indica ação, liga o sujeito a uma característica).
  • Predicativo do sujeito:
  • “algo estranho para qualquer pessoa”
  • ➡️ Expressa uma avaliação/julgamento sobre o sujeito.

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