Leia o texto a seguir. “A mendicância, tradição que se ...
“A mendicância, tradição que se implantou com a redentora piedade colonialista, tem sido uma das causadoras de mistificação política e da ufanista mentira cultural: os relatórios oficiais da fome pedem dinheiro aos países colonialistas com o fito de construir escolas sem criar professores, de construir casas sem dar trabalho, de ensinar o ofício sem ensinar o analfabeto”.
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Alternativa correta: D - Glauber Rocha, na Eztetyka da Fome.
1. Tema central da questão:
A questão aborda conhecimentos sobre autores e manifestos importantes da cultura e arte brasileiras. Exige do candidato reconhecer produções marcantes, suas ideias centrais e autoria, especialmente em textos que discutem a realidade social do Brasil.
2. Resumo teórico:
Glauber Rocha foi um dos maiores cineastas brasileiros e autor do manifesto Eztetyka da Fome (1965). Nesse texto, ele discute como a fome, a miséria e a dependência colonial não são apenas problemas sociais, mas também motores de uma estética nacional. Glauber critica a atitude "assistencialista" e a superficialidade das soluções propostas, além de questionar relatos e projetos que não solucionam questões de fundo, como o analfabetismo e a falta de emprego.
3. Justificativa da alternativa correta:
O fragmento apresentado denuncia a mistificação política e a falsa ideia de progresso baseada em soluções incompletas, o que é característica central de Eztetyka da Fome. O texto utiliza termos e argumentos que Glauber Rocha emprega ao refletir sobre a condição do povo latino-americano e a necessidade de uma arte autêntica, que expresse o seu contexto.
4. Análise das alternativas incorretas:
- A - Osvald de Andrade, no Manifesto Antropofágico: apesar de ser um manifesto central na cultura modernista, trata da deglutição cultural, não da crítica à mendicância política e assistencialismo.
- B - Paulo Emílio Salles Gomes, em Três Mulheres de Três Ps: Paulo Emílio foi importante crítico de cinema, mas esse título não se encaixa ao conteúdo social do trecho.
- C - Plínio Marcos, no Manifesto Marginal: Plínio Marcos é dramaturgo conhecido pela denúncia da marginalidade, mas nunca escreveu esse manifesto e seu foco é diferente.
- E - Celso Furtado, em Formação Econômica do Brasil: embora Furtado trate das raízes econômicas do subdesenvolvimento, seu texto é técnico, não no estilo manifesto crítico sobre cultura e arte.
5. Estratégias de interpretação:
Ao ler questões assim, busque palavras-chave como “mistificação política”, “relatórios oficiais da fome”, e relacione com autores conhecidos por abordarem críticas sociais e culturais. Cuidado com pegadinhas: muitos autores da lista são importantes, mas apenas Glauber trata diretamente desse tema nesse tom e contexto.
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