Paciente masculino, 24 anos, sem comorbidades, chega para ...

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Q3949130 Medicina
Paciente masculino, 24 anos, sem comorbidades, chega para atendimento em pronto-socorro após acidente moto-auto. É admitido consciente, FR 32 irpm, SatO₂ 88% em ar ambiente, FC 130 bpm, PA 90×60 mmHg. Apresenta murmúrio vesicular abolido à esquerda, macicez à percussão e turgência jugular discreta. FAST torácico revela líquido hipoecoico ocupando mais de ⅔ do hemitórax esquerdo. Durante a estabilização, são drenados 1.600 mL de sangue imediatamente após inserção de dreno torácico no 5º EIC. Nas próximas 2 horas, o débito mantém-se em 350 mL/h. Com base nas diretrizes atuais de trauma torácico, a conduta mais adequada é 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A indicação decisiva é toracotomia de urgência no trauma torácico com hemotórax maciço e sangramento persistente em alto débito: drenagem inicial de 1.600 mL associada a débito contínuo de 350 mL/h por 2 horas, em paciente hipotenso e taquicárdico. Esse padrão caracteriza hemorragia intratorácica ativa com necessidade de controle cirúrgico imediato.

Tema central: Toracotomia no hemotórax traumático
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque considera apenas o volume inicial e ignora o sangramento persistente em alto débito. O débito de 350 mL/h por 2 horas, associado à instabilidade hemodinâmica, já indica toracotomia.
B
Errada
Está errada porque a tomografia atrasaria o controle definitivo da hemorragia em paciente com critérios clínicos e de drenagem já suficientes para cirurgia. Neste cenário, a prioridade é controlar o sangramento.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o caso reúne critérios clássicos de toracotomia no trauma torácico: hemotórax volumoso confirmado por semiologia e FAST, drenagem inicial expressiva e, principalmente, sangramento persistente de 350 mL/h por 2 horas. Mesmo sem atingir 2.000 mL na drenagem inicial, esse débito contínuo é compatível com hemorragia intratorácica ativa relevante. Somado à hipotensão, taquicardia e hipoxemia, isso indica controle cirúrgico imediato por toracotomia.
D
Errada
Está errada porque a VATS não é a conduta padrão em sangramento maciço com instabilidade e alto débito persistente. Aqui é necessário acesso rápido e controle imediato da hemorragia, o que favorece toracotomia.
E
Errada
Está errada porque reposição volêmica é apenas suporte e não substitui o controle definitivo da fonte hemorrágica. O caso tem critérios cirúrgicos claros, e tratar apenas com volume deixa o sangramento ativo sem resolução.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir o candidato a olhar só para o volume inicial drenado e esquecer que o débito horário persistente, em paciente instável, também é critério para toracotomia.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma torácico, avalie a drenagem inicial e o débito subsequente do dreno.
  • Sangramento persistente em alto débito com instabilidade hemodinâmica aponta para controle cirúrgico imediato.
  • Não priorize exames que atrasem o tratamento quando já há critérios clínicos e de drenagem para operar.
  • O dreno ajuda a descomprimir e a quantificar a perda, mas não controla a fonte hemorrágica persistente.

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