Abramovay et al. (Conversando sobre violência e convivência ...

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Q3700131 Pedagogia

Abramovay et al. (Conversando sobre violência e convivência nas escolas, 2012) apontam que, com relação aos estudantes negros, frequentemente, “há uma nítida associação entre os apelidos e a referência à inscrição racial”.



Os autores entendem que essa prática

Alternativas

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Resposta correta: Alternativa A.

1. Tema central e relevância
Trata-se da prática escolar de atribuir apelidos com base em cor ou traços raciais e suas consequências psíquicas e sociais. Esse tema é essencial para políticas de convivência escolar porque revela formas sutis de racismo que impactam autoestima, rendimento e inclusão.

2. Resumo teórico
Apelidos racializados são formas de racismo simbólico: reforçam estereótipos e hierarquias raciais. Conceitos úteis: racialização, racismo institucional e autorrejeição (ou internalized racism, discutido por Frantz Fanon). No contexto escolar, esses rótulos podem levar ao desprezo pela própria identidade e à adoção de padrões alheios (p. ex. valorizar traços eurocêntricos). Normas brasileiras de referência: Constituição (igualdade), Lei nº 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial) e as Diretrizes Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (2004).

3. Por que a alternativa A é correta
A alternativa A descreve precisamente o efeito documentado: apelidos racializantes podem causar autorrejeição, levando a que indivíduos adotem padrões raciais distintos dos seus como modelo. Isso está alinhado com estudos e análises sobre racismo simbólico e suas consequências psicológicas (Fanon; relatórios educacionais sobre discriminação escolar).

4. Por que as outras alternativas estão erradas
B — Normalizar a prática por suposta “espelhamento social” é falacioso: o fato de algo ser comum não o legitima; escolas devem combater atitudes discriminatórias (contraria leis e diretrizes educacionais).
C — Errado ao afirmar que só é racista se houver violência física; racismo verbal e simbólico já produz danos e é reconhecido juridicamente e pedagogicamente como passível de intervenção.
D — Minimiza o problema com falsa neutralidade; trazer que “quase todo apelido” refere-se a traços não invalida o caráter discriminatório quando dirigido a minorias em contexto de poder assimétrico.
E — Apresenta a prática como “brincadeira saudável”; ignora efeitos psicológicos e institucionalidade do racismo, além de contrariar princípios de respeito e igualdade esperados na escola.

5. Estratégia para responder questões assim
Procure palavras-chave (p. ex. “autorrejeição”, “associação entre apelidos e referência racial”) e avalie consequências sociais/psicológicas. Desconfie de alternativas que naturalizam ou minimizam discriminação ou que condicionam a existência de racismo apenas à violência física.

Fontes/apoio: Fanon (Black Skin, White Masks), Diretrizes Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (2004), Lei nº 12.288/2010.

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