Sobre a relação entre família e escola, Abramovay et al. (C...
Sobre a relação entre família e escola, Abramovay et al. (Conversando sobre violência e convivência nas escolas, 2012) observam que ela é frequentemente “definida como uma convivência complexa e, por vezes, assimétrica”.
Visando a aprimorar o ambiente escolar e atravessá-lo por valores democráticos, os autores entendem que é necessário
Gabarito comentado
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Resposta correta: Alternativa C.
Tema central: relação família–escola e sua importância para a formação cidadã e o convívio democrático. A questão exige reconhecer qual postura institucional promove aprendizagem, inclusão e responsabilidade compartilhada.
Resumo teórico e bases legais: família e escola são instâncias socializadoras distintas e complementares; o objetivo não é torná‑las idênticas nem isolá‑las, mas articular suas ações em diálogo democrático. A Constituição Federal (arts. 205 e 227) aponta a educação como dever do Estado e da família, reforçando a corresponsabilidade. Abramovay et al. (2012) enfatizam que convívio complexo/asimétrico exige políticas que aproximem as esferas para prevenir violência e fortalecer direitos.
Justificativa da alternativa C (correta): eleger políticas que contemplem interações e responsabilização recíproca está em acordo com a ideia de parceria democrática: práticas de participação familiar (reuniões, conselhos, projeto político‑pedagógico compartilhado), formação de pais e mecanismos de diálogo reduzem conflitos e ampliam a eficácia educativa. Essa postura trata as diferenças como oportunidade de negociação, não como problema a ser eliminado.
Análise das alternativas incorretas:
A — separar família e escola: incorreto porque isola instituições que devem cooperar; evita diálogo necessário para resolver conflitos e não promove responsabilidade mútua.
B — fundir família e escola em uma só: incorreto porque nega as funções distintas de cada esfera (afetiva, socialização familiar; formação técnica e pedagógica escolar) e desrespeita pluralidade de valores.
D — limitar o contato apenas aos resultados acadêmicos: incorreto pois reduz a relação a burocracia, impede intervenções preventivas e fragiliza apoio socioemocional crucial ao desenvolvimento.
E — aproximar no início e cortar depois: incorreto e contraditório; educação exige continuidade e articulação progressiva, não um distanciamento planejado que aumentaria vulnerabilidade e desigualdades.
Dica de prova: desconfie de alternativas absolutas (palavras como “sempre”, “tudo”, “cortar”) e prefira aquelas que expressam diálogo, cooperação e responsabilização mútua — conceitos centrais em políticas educativas democráticas.
Fontes recomendadas: Abramovay et al. (2012); Constituição Federal, arts. 205 e 227; materiais sobre participação familiar e Projeto Político‑Pedagógico.
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