Mulher de 35 anos trouxe resultado de biopsia de colo uterin...
Nesse caso, a conduta é
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Tema central: Conduta frente a carcinoma microinvasor do colo uterino (estágio IA1, invasão ≤1mm) com margens comprometidas por lesão intraepitelial de alto grau após conização. Este é um ponto-chave em oncoginecologia, que envolve tanto conhecimento das definições histopatológicas quanto das diretrizes clínicas atualizadas.
Raciocínio para a alternativa correta (B – nova conização):
Quando há carcinoma microinvasor do colo uterino (profundidade ≤1mm, estágio IA1 segundo Figo), sem invasão linfovascular, a conduta depende do status das margens do cone.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (páginas 60-61):
"Nos casos de margens comprometidas, defendem a realização de uma nova conização para garantir remoção da lesão."
A conduta visa remover completamente o tecido residual displásico e prevenir recorrência, reduzindo o risco da evolução neoplásica e de cuidados mais agressivos no futuro.
Análise das alternativas incorretas:
A) Seguimento citológico: contraindicado, pois a lesão de alto grau nas margens indica persistência tumoral. A simples vigilância aumentaria risco de progressão.
C) Histerectomia simples: indicada principalmente quando há invasão do espaço linfovascular ou contraindicação para conização, não havendo tal necessidade neste anúncio clínico.
D) Histerectomia radical: reservada para doença mais avançada ou presença inequívoca de invasão vascular/lifática, o que não é o cenário descrito.
E) Radioterapia: é tratamento de exceção em estágios precoces, indicada em casos de contraindicação cirúrgica, o que não é relatado aqui.
Dica para provas: Sempre observe nível de invasão, status de margem e presença de invasão linfovascular. Margens comprometidas por lesão de alto grau exigem abordagem adicional, mesmo sem invasão linfovascular.
Segundo a Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia: "Comprometimento de margens do cone foi fator preditivo de evolução desfavorável (RBGO 2015;37(11))".
Resumo Final: Nova conização é a conduta recomendada para remover a lesão residual e garantir prognóstico favorável.
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