Mulher, 50 anos, trouxe laudo de mamografia digital evidenci...
Nesse caso, a conduta correta é
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Tema central: A questão aborda a conduta frente à hiperplasia atípica de mama identificada em biópsia após achado mamográfico suspeito. O ponto-chave é diferenciar o manejo adequado dessa lesão proliferativa, que não é câncer, mas indica risco aumentado de carcinoma mamário.
Justificativa da alternativa correta (B): A exérese cirúrgica da lesão com avaliação das margens é a conduta respaldada por todas as diretrizes internacionais e nacionais para casos de hiperplasia atípica (tanto ductal quanto lobular). Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM:
"Moderado aumento do risco (4,0–5,0 vezes): Hiperplasia ductal atípica; Hiperplasia lobular atípica." (ver Tabela 427D).
Portanto, é imprescindível remover totalmente a lesão e avaliar as margens histologicamente, pois cerca de 10 a 30% dos casos podem apresentar carcinoma in situ ou invasor nas adjacências. O seguimento isolado não exclui essa possibilidade.
Análise das alternativas incorretas:
A) Seguimento semestral com mamografia: Inadequado. Não remove a lesão, mantendo o risco de progressão sem diagnóstico precoce de potencial carcinoma já presente.
C) Ressecção segmentar com linfonodo sentinela: Indicação exagerada. Esse procedimento é reservado a câncer estabelecido, não a lesão pré-maligna.
D) Mastectomia com esvaziamento axilar: Abordagem altamente invasiva, não justificada para hiperplasia atípica.
E) Quadrantectomia seguida de radioterapia: Apenas para câncer de mama confirmado; não se aplica a HDA isolada.
Dicas de prova: Sempre fique atento ao laudo histopatológico: lesões precursoras (como a hiperplasia atípica) não justificam conduta de câncer, mas tampouco são passíveis apenas de observação. Procure pelas expressões "avaliação das margens", "exérese localizada" ou "cirurgia conservadora com margem livre" nas alternativas.
Referência: Projeto Diretrizes AMB/CFM “Câncer de Mama – Prevenção Secundária”, Tabela 427(D) – Risco relativo.
Resumo: A alternativa B responde ao manejo correto, seguindo o que há de mais atual em protocolos nacionais e internacionais. Essa abordagem permite diagnóstico definitivo e reduz substancialmente o risco futuro.
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