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Q2248964 Medicina
Mulher 60 anos relata perda de urina que toda vez que espirra ou tosse, porém sem urgência urinária. Nega nictúria. É diabética com dificuldade de controle dos níveis glicêmicos e hipertensa. O estudo urodinâmico mostrou pressão de perda urinária > 90cm H2O.
O tipo de incontinência urinária é por
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Tema central: A questão aborda incontinência urinária em mulheres, pedindo o diagnóstico etiológico mais provável, integrando achados clínicos (perda aos esforços, ausência de urgência/nictúria) ao dado urodinâmico da pressão de perda urinária elevada (> 90 cm H2O).

Justificativa para a alternativa correta (C):

A deficiência esfincteriana uretral (ou defeito esfincteriano intrínseco) ocorre quando o esfíncter uretral não é capaz de reter a urina, mesmo com pequenas elevações da pressão intra-abdominal. A principal dica dessa condição é o valor elevado de pressão de perda urinária (> 90 cm H2O) no estudo urodinâmico, como apresentado pela paciente. Segundo o PCDT do Ministério da Saúde:

“A IUE pode ser causada por deficiência no suporte vesical/uretral ou fraqueza do esfíncter uretral.”

O critério de pressão elevada diferencia o defeito esfincteriano da hipermobilidade (onde tipicamente a pressão de perda é menor).

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A) Transbordamento: Caracteriza retenção crônica, escape por extravasamento e não cursa com sintomas aos esforços. Associada, por exemplo, a bexiga neurogênica descompensada, o que não está descrito na paciente.
  • B) Bexiga neurogênica: Resulta de lesões neurológicas (ex: diabetes avançada, trauma raquimedular) e frequentemente cursa com sintomas mistos ou de esvaziamento, além de alterações importantes na urodinâmica.
  • D) Hipermobilidade do colo vesical: Típica de incontinência de esforço pura, mas a pressão de perda costuma ser < 60 cm H2O.
  • E) Hiperatividade do detrusor: Caracteriza-se por sintomas de urgência, aumento da frequência urinária e urge-incontinência, ausentes nessa paciente.

Estratégia de prova e pegadinhas:

Observe detalhes objetivos: ausência de urgência/nictúria e presença de pressão de perda urinária elevada afastam hiperatividade detrusora e hipermobilidade como causas. A fixação no valor da pressão de perda urinária é essencial para diferenciar os diagnósticos. Atenção: não confunda sintomas de esforço com hiperatividade detrusora ou causas de transbordamento.

Referências: PCDT Incontinência Urinária – Ministério da Saúde, obras clássicas como Williams Ginecologia e Harrison's Principles of Internal Medicine, além de artigos nacionais em revistas indexadas.

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A questão descreve um caso de incontinência urinária em uma mulher de 60 anos que ocorre quando ela espirra ou tosse, mas sem urgência urinária. Isso é conhecido como incontinência urinária de esforço, que ocorre quando a pressão dentro do abdômen excede a capacidade da uretra de permanecer fechada sob pressão, o que pode ser devido a um defeito esfincteriano uretral (Resposta C). A incontinência por transbordamento (A) ocorre quando a bexiga está tão cheia que a pressão dentro dela excede a resistência uretral, o que não é o caso aqui, pois a paciente não tem urgência urinária. A bexiga neurogênica (B) é causada por um problema com os nervos que controlam a bexiga, o que não é mencionado no cenário. A hipermobilidade do colo vesical (D) e a hiperatividade do detrusor (E) também não são consistentes com os sintomas descritos, tornando a alternativa C a escolha correta.

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