Mulher de 40 anos será submetida a histerectomia abdominal p...

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Q2248963 Medicina
Mulher de 40 anos será submetida a histerectomia abdominal por volumoso mioma e fluxo menstrual intenso. Sem queixas ginecológicas no momento da consulta. Citologia oncótica realizada há três meses negativa para malignidade e presença de “clue cells”. O exame ginecológico mostrou conteúdo vaginal de aspecto fisiológico e teste das aminas negativo.
Nesse caso, a conduta correta é
Alternativas

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Tema central da questão: Nesta situação, o ponto-chave é a conduta diante da presença de clue cells na citologia oncótica de paciente assintomática que será submetida a histerectomia abdominal por mioma.

Justificativa para a alternativa correta (A): O achado isolado de clue cells na citologia não define diagnóstico de vaginose bacteriana (VB). Segundo o PCDT-IST/MS (2022), “o tratamento da VB é recomendado para mulheres sintomáticas ou aquelas em risco de complicações antes de procedimentos ginecológicos invasivos do trato genital inferior”. A histerectomia abdominal não se enquadra nessa situação, pois o colo não será manipulado via vaginal.

No exame clínico, a paciente também não apresenta queixas ou secreção alterada. Portanto, não há indicação de tratamento prévio. Seguindo as boas práticas assistenciais, proceder à cirurgia sem intervenção adicional é a conduta adequada e evita uso desnecessário de antibióticos.

Análise das alternativas incorretas:

  • B, C e D (clindamicina, metronidazol, tinidazol): Essas são opções de tratamento para VB em pacientes sintomáticas ou em situações específicas (ex: manipulação genital inferior). Não são indicadas para casos assintomáticos submetidos à histerectomia abdominal, pois não trazem benefício comprovado segundo os protocolos (PCDT-IST, 2022; CDC, 2021).
  • E (ácido bórico): Indicado para candidíase recorrente e não é terapêutica da VB. Empregá-lo aqui é inadequado do ponto de vista fisiopatológico e protocolar.

Pontos de atenção e pegadinhas: A menção a “clue cells” pode induzir ao tratamento automático, mas critério clínico é fundamental! Observe a ausência de sintomas e o tipo de cirurgia: manipulações abdominais não se enquadram nas exceções para tratar VB assintomática.

Referências recomendadas: O PCDT-IST/MS (2022) e literatura mundial como CDC e UpToDate enfatizam o não tratamento da VB em assintomáticas fora de situações de risco.

Resumo: A alternativa A é a única apropriada, baseada em diretrizes amplamente aceitas, racional clínico e evidências atuais.

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A questão descreve a situação de uma mulher que será submetida a histerectomia devido a um mioma grande e fluxo menstrual intenso. De acordo com a história clínica da paciente, ela não apresenta queixas ginecológicas no momento da consulta e o resultado da citologia oncótica realizada há três meses foi negativo para malignidade, embora tenha sido detectada a presença de "clue cells". O exame ginecológico mostrou um conteúdo vaginal de aspecto fisiológico e o teste das aminas foi negativo. As "clue cells" geralmente indicam uma condição chamada vaginose bacteriana, no entanto, na ausência de outros sinais ou sintomas dessa condição (como a positividade no teste das aminas ou a presença de corrimento vaginal anormal), e dado que a paciente não apresenta queixas ginecológicas, não há necessidade de tratar especificamente a presença das "clue cells". Portanto, a resposta correta para a questão é a alternativa A: realizar o procedimento cirúrgico sem tratamento.

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