Mulher de 40 anos será submetida a histerectomia abdominal p...
Nesse caso, a conduta correta é
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Tema central da questão: Nesta situação, o ponto-chave é a conduta diante da presença de clue cells na citologia oncótica de paciente assintomática que será submetida a histerectomia abdominal por mioma.
Justificativa para a alternativa correta (A): O achado isolado de clue cells na citologia não define diagnóstico de vaginose bacteriana (VB). Segundo o PCDT-IST/MS (2022), “o tratamento da VB é recomendado para mulheres sintomáticas ou aquelas em risco de complicações antes de procedimentos ginecológicos invasivos do trato genital inferior”. A histerectomia abdominal não se enquadra nessa situação, pois o colo não será manipulado via vaginal.
No exame clínico, a paciente também não apresenta queixas ou secreção alterada. Portanto, não há indicação de tratamento prévio. Seguindo as boas práticas assistenciais, proceder à cirurgia sem intervenção adicional é a conduta adequada e evita uso desnecessário de antibióticos.
Análise das alternativas incorretas:
- B, C e D (clindamicina, metronidazol, tinidazol): Essas são opções de tratamento para VB em pacientes sintomáticas ou em situações específicas (ex: manipulação genital inferior). Não são indicadas para casos assintomáticos submetidos à histerectomia abdominal, pois não trazem benefício comprovado segundo os protocolos (PCDT-IST, 2022; CDC, 2021).
- E (ácido bórico): Indicado para candidíase recorrente e não é terapêutica da VB. Empregá-lo aqui é inadequado do ponto de vista fisiopatológico e protocolar.
Pontos de atenção e pegadinhas: A menção a “clue cells” pode induzir ao tratamento automático, mas critério clínico é fundamental! Observe a ausência de sintomas e o tipo de cirurgia: manipulações abdominais não se enquadram nas exceções para tratar VB assintomática.
Referências recomendadas: O PCDT-IST/MS (2022) e literatura mundial como CDC e UpToDate enfatizam o não tratamento da VB em assintomáticas fora de situações de risco.
Resumo: A alternativa A é a única apropriada, baseada em diretrizes amplamente aceitas, racional clínico e evidências atuais.
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