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Q2248962 Medicina
Mulher, 34 anos, G 2 P 2 partos cesáreos, trouxe resultado de citologia oncótica revelando AGC. Refere exames preventivos anteriores normais.
A conduta é
Alternativas

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Tema central: O caso aborda atuação frente à presença de células glandulares atípicas de significado indeterminado (AGC) na citologia cervical (preventivo), um ponto crítico do rastreamento do câncer do colo do útero.

Justificativa da alternativa correta (D - Colposcopia): De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2ª edição, Quadro 4), a presença de AGC exige investigação imediata via colposcopia. Essa abordagem é fundamental porque o achado de AGC está associado a risco maior de lesões intraepiteliais de alto grau e adenocarcinoma cervical. Um estudo nacional (RBGO, 2022) demonstrou que quase metade dos casos de AGC estão relacionados a lesões significativas ou mesmo malignidade, havendo risco de progressão. O exame permite detalhar, ampliar e guiar a biópsia de áreas suspeitas, oferecendo diagnóstico mais preciso e seguro para a paciente.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Repetir citologia do canal cervical: Inadequado. AGC exige investigação imediata. Repetir exame pode postergar diagnóstico precoce de lesão grave, indo contra o protocolo.

B) Captura híbrida para HPV: Embora o HPV seja oncogênico, a conduta não substitui a colposcopia quando já há alteração significativa. O exame de HPV pode complementar casos de ASC-US ou LSIL, mas não AGC.

C) Investigação endometrial: Indicada apenas para AGC de origem endometrial em mulheres com >35 anos ou sintomas (ex: sangramento anormal). Como a paciente é jovem e não relata sintomas, a colposcopia é a conduta inicial.

E) Excisão tipo 3 com CAF: Exagerado como primeira medida. Indicado apenas após confirmação de lesão severa. Seria uma conduta invasiva sem diagnóstico claro.

Dica de prova: Sempre que a questão abordar AGC, atente-se: exige encaminhamento direto para colposcopia, diferente da conduta para lesões escamosas de baixo grau, onde pode haver repetição da citologia ou triagem por HPV. Cuidado com a pegadinha de repetir exame!

Bases de referência: Protocolo do Ministério da Saúde (pág. 38), literaturas como Hipólito e Rezende, além do UpToDate.

Resumo: Colposcopia é essencial diante de AGC. Priorizando segurança da paciente, diagnóstico precoce e conforme as principais diretrizes vigentes.

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Comentários

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A resposta correta para essa questão é a alternativa D: realizar colposcopia. Isso ocorre porque, neste caso, a paciente apresentou um resultado de citologia oncótica com AGC (Atypical Glandular Cells), que são células glandulares atípicas. Isto é um sinal de que há algo anormal nas células do colo do útero que pode ser um precursor de uma condição pré-cancerígena ou cancerígena. Portanto, a conduta correta e recomendada é a realização de uma colposcopia, que é um exame diagnóstico mais detalhado que permite visualizar o colo do útero de forma ampliada para detectar lesões e realizar biópsias se necessário. As outras opções não são as mais indicadas neste caso, pois não fornecem a abordagem diagnóstica mais completa e adequada para esse tipo de anormalidade citológica.

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