Jovem, 36 anos, apresenta laudo de citologia oncótica de ASC...

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Q2248961 Medicina
Jovem, 36 anos, apresenta laudo de citologia oncótica de ASC-US. Há 6 meses obteve o mesmo resultado em citologia anterior. Foi submetida à colposcopia, que foi sugestiva de lesão de baixo grau.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do colo do Útero, a conduta é 
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Comentário da Questão – Gabarito: C) biópsia dirigida pela colposcopia

Tema central: O manejo de alterações citológicas do tipo ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) associadas a achados colposcópicos sugestivos de lesão de baixo grau. Esse contexto é frequente em provas na área de Ginecologia/Obstetrícia, exigindo domínio das recomendações dos protocolos oficiais.

Explicação e Justificativa: Mulheres com resultado de ASC-US têm risco aumentado para lesões cervicais, motivo pelo qual devem ser submetidas à colposcopia. De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, quando a colposcopia é satisfatória e sugere lesão de baixo grau, a conduta é a realização de biópsia dirigida: “Caso a colposcopia identifique lesão de baixo grau, está indicada a biópsia dirigida para confirmação histológica.” (Ministério da Saúde).

Este cuidado decorre da necessidade de confirmar histologicamente a lesão, diferenciando entre lesões invasivas e pré-invasivas e permitindo conduta adequada. Optar por biópsia evita tanto o rastreamento insuficiente quanto o tratamento desnecessário.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A) Pesquisa de HPV com genotipagem: Não é recomendada após citologia e colposcopia alteradas; a confirmação histológica prevalece.
  • B) Repetir a citologia em seis meses: Adequada apenas se a colposcopia for normal ou insatisfatória sem lesão aparente, o que não se aplica ao caso.
  • D) Curetagem de canal: Indicada apenas em colposcopia insatisfatória ou suspeita de lesão no canal endocervical. Aqui, a colposcopia foi satisfatória e com lesão visível.
  • E) Cauterização com TCA 90%: Contraindicado sem diagnóstico histológico confirmado; risco de tratar lesões invasivas inadvertidamente.

Pontos-chave e estratégias de prova: Ao encontrar questões sobre ASC-US com achado colposcópico de lesão, nunca avance para condutas terapêuticas empíricas ou apenas rastreamento; sempre pense na confirmação com biópsia. Atenção às pegadinhas que sugerem repetição de exames ou uso de HPV fora do contexto adequado!

Obras de referência como Nardozza e Rezende, além dos Protocolos do Ministério da Saúde, reforçam essa conduta.

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A questão refere-se ao protocolo de acompanhamento para uma paciente que teve dois resultados consecutivos de citologia oncótica de ASC-US (Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance - células escamosas atípicas de significado indeterminado) e um exame de colposcopia sugestivo de lesão de baixo grau. De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, o procedimento adequado nesse caso é a biópsia dirigida pela colposcopia (opção C). Isto porque, após dois resultados de ASC-US e uma colposcopia indicando lesão, a paciente deve ser submetida a uma biópsia para confirmar o diagnóstico e determinar a extensão da lesão celular. As outras opções são maneiras alternativas de lidar com lesões no colo do útero, no entanto, não são as recomendadas conforme diretrizes para o cenário em questão.

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