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Q2248960 Medicina
Mulher de 55 anos apresenta quadro de fogachos intensos e insônia. História pregressa de histerectomia total abdominal por adenomiose. Tem hipertensão arterial leve. Colesterol total = 160 mg/dL, LDL = 110mg/dL, HDL = 50mg/dL e Triglicerídeos = 500mg/dL. Densitometria óssea com T-Score de 0 a -1,0 DP. IMC 21kg/m2 . Deseja iniciar terapia hormonal.
A melhor opção para esse caso é
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda a escolha da terapia hormonal na menopausa de uma paciente com sintomas vasomotores importantes, hipertrigliceridemia e história de histerectomia, perfil encontrado com frequência na prática ginecológica atual.

Raciocínio clínico: A paciente tem fogachos intensos e deseja tratamento hormonal. Tem histerectomia total prévia (não precisa de progestagênio) e hipertrigliceridemia importante (500mg/dL). Isso contraindica a via oral estrogênica, pois pode agravar o perfil lipídico e aumentar risco cardiovascular. Além disso, apresenta IMC normal, pressão controlada e nenhuma contraindicação absoluta à TH.

Justificativa para a alternativa correta:
A resposta correta é E) estradiol por via transdérmica. Segundo a Diretriz Brasileira de Menopausa (FEBRASGO, 2024, p.44): “Em situações de hipertrigliceridemia, a via transdérmica é preferida.” E de acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, a terapia hormonal transdérmica é a opção que não aumenta triglicerídeos! Além disso, como não há mais útero, não há necessidade de progestagênio associado.

Análise das alternativas incorretas:

A) Reposição estroprogestativa: Errada. Mulheres sem útero (pós-histerectomia) não necessitam progestagênio, pois não há mais endométrio a ser protegido.

B) Estrogênios conjugados via oral: Errada. Eleva triglicerídeos, podendo piorar o risco cardiovascular, principalmente neste contexto de dislipidemia grave.

C) Tibolona isolada: Inadequada. Embora útil para sintomas vasomotores, não é primeira escolha na presença de hipertrigliceridemia e não reduz risco cardiovascular – seu uso é cauteloso em dislipidemias.

D) Estriol vaginal: Restrito ao tratamento de sintomas urogenitais, não é eficaz para fogachos e insônia do climatério.

Detalhe estratégico de prova: Atenção à histerectomia: isso elimina necessidade de progestagênio, o que elimina já duas alternativas. Além disso, o valor muito elevado dos triglicerídeos sugere evitar a via oral!

Conclusão: O melhor manejo é estradiol transdérmico, opção eficaz para sintomatologia vasomotora e menor risco metabólico. Isso está alinhado às diretrizes e à conduta clínica baseada em evidências.

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Comentários

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A melhor opção para a paciente descrita é a terapia de estradiol por via transdérmica (alternativa E). A justificativa para essa escolha se baseia em vários fatores. Primeiro, a paciente já passou por uma histerectomia total, o que elimina a necessidade de um progestagênio para proteger o endométrio. Segundo, ela apresenta níveis elevados de triglicerídeos. As terapias de estrogênios orais podem aumentar ainda mais os níveis de triglicerídeos, mas as terapias transdérmicas não têm esse efeito. Além disso, a terapia transdérmica é preferível em mulheres hipertensas, pois não afeta a pressão arterial como o estrogênio oral. Por fim, o estradiol transdérmico é efetivo no tratamento de sintomas de menopausa, como os fogachos intensos e a insônia que a paciente está experimentando. Portanto, levando em conta todas essas considerações, o estradiol transdérmico é a melhor opção para essa paciente.

Pq a letra C não é a correta?

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