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Q3508550 Veterinária
Assinale a alternativa que apresenta a técnica analítica mais adequada para a identificação e quantificação detalhada dos componentes proteicos complexos presentes em um veneno animal.
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Tema central: identificação e quantificação de proteínas e peptídeos em venenos animais exigem uma abordagem de proteômica, capaz de separar misturas complexas, detectar baixos níveis e identificar sequências por fragmentação (MS/MS).

Alternativa correta: B – HPLC-MS/MS

A cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas em tandem (HPLC-MS/MS) é o padrão-ouro para venômica. A HPLC separa os componentes proteicos/peptídicos; o MS/MS fornece identificação por sequência (via peptídeos gerados por digestão enzimática, p.ex., tripsina) e quantificação (label-free ou com marcadores isotópicos). Isso permite mapear familias protéicas do veneno (metalopeptidases, serino proteases, PLA2, LAAO, toxinas ricas em cisteína) com alta sensibilidade e especificidade mesmo em matrizes complexas. Esta abordagem é amplamente reportada em venenos de serpentes, escorpiões e aranhas e subsidia o desenvolvimento de antivenenos.

Referências-chave: Aebersold & Mann, Nature 2016 (fundamentos de proteômica por MS); Calvete, J Proteomics 2011 (venômica); Diretriz OMS 2019 para acidentes por serpentes destaca a importância da caracterização proteômica dos venenos.

Por que as demais estão incorretas?

A – Espectroscopia de absorção atômica: técnica para elementos metálicos (p.ex., Fe, Zn). Não identifica nem quantifica proteínas ou peptídeos do veneno. Útil para traços metálicos, não para perfil proteico.

C – GC-MS: ideal para compostos voláteis/termoestáveis. Proteínas e peptídeos são não voláteis, tendem a se degradar e exigiriam derivatizações extensas, inviabilizando a análise proteômica. Pode servir a pequenas moléculas do veneno, mas não ao proteoma.

D – SDS-PAGE (Coomassie): separa por massa aparente e visualiza bandas, fornecendo apenas perfil qualitativo/semiquantitativo. Não oferece identificação ao nível de sequência nem quantificação precisa de proteínas em misturas complexas; bandas podem conter múltiplas proteínas co-migrantes.

E – Microscopia eletrônica de transmissão: mostra ultraestrutura, não composição química. Inadequada para identificar/quantificar proteínas do veneno.

Estratégia para a prova: destaque termos como “identificação e quantificação detalhada” e “componentes proteicos complexos”. Isso direciona para LC-MS/MS (proteômica). Descarte: técnicas para metais (A), voláteis (C), apenas separação visual (D) e morfologia (E).

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