Fim do recesso escolar. À saga começa cedo. Às 5h30/6h
toca o despertador. Eles pedem só mais cinco minutos — os
mesmos minutos que se transformam em horas e que eles
desprezam quando enrolam para dormir à noite. O sonho da
manhã é interrompido pelo pesadelo da imagem do inspetor, bem desperto, anotando cada minuto de atraso. O início
do dia vira uma correria afobada contra o tempo e o sono.
Crianças e adolescentes com sono entram mecanicamente
na escola. Sonâmbulos, distantes, sem ânimo, sem forças.
Já chegam exaustos, cansados de ter que acordar tão cedo
todos os dias para aprender.
Paradoxalmente, o resultado dessa inevitável privação
do sono é o “não aprender”. Sem um sono minimamente adequado, o bem-estar se desequilibra, o desempenho acadêmico diminui, o humor e o comportamento se alteram e, não
poucas vezes, a saúde física e mental fica comprometida.
Sobra para os professores, que além de ter que lidar com
suas próprias olheiras cansadas, têm que ter a habilidade de
ensinar mecânica quântica e teoria dos números para mentes
que ainda nem organizaram suas sinapses cerebrais.
Se as crianças acordam indispostas, são os pais que dormem irritados, depois de se desdobrarem, em vão, na noite anterior, para fazer os filhos dormirem mais cedo. É uma
tarefa inglória, os adolescentes arrumam qualquer pretexto
para não sair da cama e se negam a pegar no sono mais
cedo. Rebeldia? Não: ciência. A mudança no ritmo circadiano
(o relógio-mestre do cérebro) e as alterações hormonais que
acontecem na puberdade e na adolescência fazem com que
naturalmente o sono venha mais tarde. Por essa razão, é o
sistema educacional que tem que se alinhar ao ritmo circadiano dos adolescentes, e não o contrário.
(Becky S. Korich. Folha de S. Paulo. 31 jul. 2023. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o termo em destaque expressa circunstância de modo.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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Parabéns! Você acertou!
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