Paciente masculino, 65 anos, portador de fibrose pulmonar ...

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Q3949113 Medicina
Paciente masculino, 65 anos, portador de fibrose pulmonar idiopática (FPI), apresenta piora progressiva da dispneia nos últimos meses, em uso de oxigenoterapia domiciliar contínua e, nos exames, apresenta queda de 15% na CVF e 10% na DLCO nos últimos 6 meses. O ecocardiograma mostra pressão sistólica da artéria pulmonar de 58 mmHg. Ele refere tabagismo prévio (cessado há 10 meses). Durante a avaliação pré-transplante, foram identificados diabetes tipo 2 bem controlado, IMC 32 kg/m², creatinina 1,2 mg/dl e ausência de infecções ativas. Está em acompanhamento psicossocial adequado e aderente às condutas médicas. A respeito do caso clínico apresentado, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pela diretriz da ISHLT 2021 para seleção de candidatos a transplante pulmonar, na fibrose pulmonar idiopática progressiva o declínio absoluto de CVF >10% ou de DLCO >10% em 6 meses, a necessidade de oxigenoterapia e a hipertensão pulmonar sustentam encaminhamento/avaliação e favorecem listagem para transplante; no caso, há queda de 15% na CVF, 10% na DLCO, oxigenoterapia contínua e PSAP de 58 mmHg, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Transplante pulmonar na FPI
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Na FPI avançada, hipertensão pulmonar não é contraindicação absoluta ao transplante; é marcador de gravidade e critério que favorece listagem.
B
Errada
Errada. IMC de 32 kg/m² está na faixa 30-34,9 kg/m², que a base classifica como fator de risco/contraindicação relativa, não absoluta.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o paciente tem fibrose pulmonar idiopática com progressão objetiva e marcadores de gravidade. A base decisiva da ISHLT 2021 considera, em doença intersticial fibrosante, declínio absoluto de CVF >10% ou de DLCO >10% em 6 meses, hipertensão pulmonar e necessidade de oxigenoterapia como critérios que sustentam avaliação e favorecem listagem para transplante pulmonar. O enunciado traz esses elementos e não apresenta contraindicação absoluta.
D
Errada
Errada. Creatinina de 1,2 mg/dL não caracteriza insuficiência renal grave, e diabetes tipo 2 bem controlado não é contraindicação absoluta. A contraindicação renal absoluta citada na base depende de TFG <40 mL/min/1,73m² ou falência renal aguda sem perspectiva de recuperação.
E
Errada
Errada. A contraindicação absoluta formal apontada na base é tabagismo ativo/dependência ativa, e o enunciado informa cessação há 10 meses. A exigência de 12 meses de abstinência extrapola o critério decisivo da questão.
Pegadinha da questão
A banca misturou critérios de gravidade e indicação de avaliação/listagem com fatores de risco e contraindicações absolutas. O ponto decisivo era reconhecer que, na FPI progressiva, hipertensão pulmonar, queda de CVF/DLCO e uso de oxigênio reforçam o transplante, não o proíbem.
Dica para questões semelhantes
  • Em FPI, procure sinais objetivos de progressão em curto prazo: queda de CVF e DLCO em 6 meses pesa a favor de avaliação/listagem.
  • Separe indicação de transplante de contraindicação absoluta: hipertensão pulmonar e oxigenoterapia indicam gravidade; IMC 30-34,9 e diabetes controlado são fatores de risco, não exclusões automáticas.
  • Não use creatinina isolada para concluir contraindicação renal absoluta; a base depende de disfunção renal grave objetiva, como TFG <40 mL/min/1,73m².
  • Em tabagismo, diferencie uso ativo de abstinência; a base considera contraindicação absoluta o tabagismo ativo, não apenas antecedente remoto.

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