Considere o caso clínico a seguir para responder à questão.
Paciente do sexo feminino, com 73 anos, com antecedente de hipertensão mal controlada e de tabagismo, procura
avaliação vascular ambulatorial. Relata que, há cerca de
três anos, começou a apresentar dificuldade para subir
ladeiras, piorando progressivamente, e que, há cerca de
seis meses, passou a sentir dores na panturrilha esquerda para andar dois quarteirões. Índice tíbio-braquial de
0,5. Nega dispneia ou palpitações, nega também edema
nos membros inferiores. Ao exame clínico, apresenta
atrofia de fâneros bilateralmente, pulso femoral presente
bilateralmente, pulsos poplíteos e distais ausentes bilateralmente. É solicitado ultrassom com Doppler arterial de
membros inferiores e é iniciado tratamento clínico com
orientações de controle da hipertensão, interrupção do
tabagismo e uso de cilostazol 100 mg de doze em doze
horas.
Paciente retorna para reavaliação após quatro meses,
com exame. Relata que, no período, passou por momentos de estresse familiar e que aumentou o tabagismo,
além de ter feito uso irregular das medicações anti-hipertensivas e do cilostazol. Há três semanas, sofreu trauma
leve no hálux do pé esquerdo, que evoluiu para ferida que
não cicatriza e piora da dor no membro inferior esquerdo.
Ao exame físico, apresenta úlcera com halo de hiperemia
na falange distal do hálux esquerdo, associada a saída de
secreção em pequena quantidade e índice tíbio-braquial
de 0,2. Ultrassom com Doppler arterial dos membros inferiores mostra ateromatose difusa nas artérias dos membros inferiores e estenose crítica na artéria femoral esquerda com fluxo monofásico na artéria poplítea.
De acordo com a classificação de Fontaine para isquemia de membros inferiores, a úlcera pode ser classificada
no estágio