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Q4238154 Medicina
Homem, 48 anos de idade, com diagnóstico conhecido de hepatite B crônica HBeAg negativa, comparece à consulta com exames: ALT 87 U/L, HBV-DNA 78.000 UI/mL, HBsAg positivo. Elastografia hepática: 12,5 kPa. Qual a melhor conduta terapêutica neste caso? 
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em hepatite B crônica HBeAg negativa, a associação de HBV-DNA elevado, ALT aumentada e elastografia sugerindo fibrose significativa/avançada sustenta indicação de terapia antiviral; entre as opções, a conduta é iniciar tenofovir ou entecavir.

Tema central: Tratamento da hepatite B crônica HBeAg negativa
Análise das alternativas
A
Errada
Observação isolada é incompatível com este perfil porque HBeAg negativo aqui não significa fase inativa: há HBV-DNA elevado, ALT elevada e elastografia sugestiva de fibrose significativa. Isso caracteriza doença ativa, não estado de portador inativo.
B
Certa
Tenofovir ou entecavir são as opções corretas porque o caso já reúne critérios de doença ativa e lesão hepática estrutural: replicação viral ativa, elevação de ALT e elastografia de 12,5 kPa sugerindo fibrose significativa/provável cirrose compensada. Nessa situação, a melhor conduta é suprimir o vírus com um análogo nucleos(t)ídico potente e de alta barreira genética.
C
Errada
Biópsia hepática não é condição necessária para iniciar tratamento quando já existem evidências suficientes por dados laboratoriais e método não invasivo. A elastografia de 12,5 kPa, no contexto de ALT e HBV-DNA elevados, já sustenta a decisão terapêutica.
D
Errada
Interferon não é a melhor conduta neste cenário porque a prioridade é supressão viral eficaz e sustentada com análogo nucleos(t)ídico oral. Além disso, a formulação "tentar soroconversão" não é a lógica central aqui, já que o paciente é HBeAg negativo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre HBeAg negativo e doença inativa. HBeAg negativo não exclui atividade; com HBV-DNA alto, ALT elevada e elastografia alterada, há indicação de antiviral.
Dica para questões semelhantes
  • Em hepatite B HBeAg negativa, não classifique como inativa sem checar HBV-DNA e ALT.
  • Quando houver fibrose significativa por elastografia associada a replicação viral ativa, pense em tratamento antiviral e não em observação.
  • Entre as opções de primeira linha oral na hepatite B crônica ativa, priorize tenofovir ou entecavir.
  • Não exija biópsia como etapa obrigatória se o caso já traz método não invasivo e dados laboratoriais suficientes para indicar tratamento.

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