Assinale a opção que apresenta um fator de mau prognóstico d...
Assinale a opção que apresenta um fator de mau prognóstico do lúpus eritematoso sistêmico.
Gabarito comentado
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Tema central: Fatores de mau prognóstico no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) — doença autoimune multissistêmica que pode apresentar manifestações graves e impactar significativamente a sobrevida.
Justificativa para a alternativa correta (B - Anemia hemolítica autoimune):
No contexto do LES, a anemia hemolítica autoimune é reconhecida como um sinal de atividade imunológica exacerbada, frequentemente relacionada a maiores índices de dano de órgãos (como rim e sistema nervoso central) e maior morbidade. O "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Lúpus Eritematoso Sistêmico" do Ministério da Saúde (2022) ressalta que manifestações hematológicas graves, como anemia hemolítica autoimune, configuram risco aumentado de evolução desfavorável:
“A presença de anemia hemolítica, trombocitopenia e envolvimento renal está associada ao mau prognóstico.” (PCDT-LES, p.18)
Estudos recentes, como revisões do UpToDate e artigos disponíveis na literatura médica (Harrison’s, 21ª ed.), também destacam essa manifestação como preditora de maior gravidade e dano cumulativo no LES.
Análise das alternativas incorretas:
A) Serosite: Pode indicar atividade do LES, mas não está fortemente associada a mau prognóstico ou risco de dano crônico. Costuma responder bem ao tratamento.
C) Presença de um dos anticorpos antifosfolípides: Isoladamente, não indica pior prognóstico no LES; confere risco trombótico, mas não necessariamente gravidade sistêmica, a menos que integrem a síndrome antifosfolípide.
D) Manifestação articular persistente: É a manifestação mais comum no LES, mas raramente leva a sequelas graves ou perda funcional, não implicando mau prognóstico.
E) Lúpus discoide: Refere-se à manifestação cutânea crônica, geralmente localizada e sem impacto significativo em órgãos internos. Pacientes com LES cutâneo têm curso mais benigno.
Estratégias e pontos-chave:
Palavras como “mau prognóstico” exigem atenção às manifestações sistêmicas graves do LES, como nefropatia lúpica, manifestações neuropsiquiátricas e hematológicas relevantes. O candidato deve diferenciar manifestações frequentes, mas benignas, daquelas associadas a maior mortalidade e risco de dano orgânico cumulativo.
Resumo: No LES, a presença de anemia hemolítica autoimune indica maior atividade sistêmica da doença e risco aumentado de complicações, sendo fator de mau prognóstico reconhecido pelas diretrizes nacionais e internacionais.
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