Considerando as restaurações parciais indiretas do tipo inla...

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Q3883783 Odontologia
Considerando as restaurações parciais indiretas do tipo inlay e onlay, e sua relação entre preparo cavitário, adesividade e retenção mecânica, a profundidade e a largura do preparo cavitário devem:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em restaurações parciais indiretas adesivas do tipo inlay/onlay, o preparo deve ser conservador, sem depender primariamente de retenção friccional/mecânica clássica, e deve respeitar dimensões compatíveis com resistência do material restaurador e preservação do remanescente dentário. No caso cobrado, isso corresponde à profundidade aproximada de 1,5 a 2 mm e à largura do istmo em torno de um terço da intercuspidação, o que sustenta a alternativa D.

Tema central: Preparo cavitário conservador
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque orienta profundidades maiores que 2 mm e larguras superiores a um terço da intercuspidação como regra. Isso amplia desnecessariamente o preparo e contraria o princípio conservador dos inlays/onlays adesivos. Maior desgaste não é, por si só, sinônimo de melhor desempenho restaurador.
B
Errada
Está errada porque propõe ampliar o preparo além do recomendado para aumentar retenção mecânica e reduzir a dependência dos sistemas adesivos. Em restaurações indiretas adesivas, a lógica é justamente o oposto: o preparo deve ser conservador e a retenção depende da cimentação adesiva, não de desgaste adicional para retenção clássica.
C
Errada
Está errada porque afirma que o preparo deve ser definido exclusivamente pela retenção friccional das paredes cavitárias. Isso ignora a adesividade, a necessidade de espessura mínima do material restaurador e a preservação do tecido dentário remanescente, que são elementos centrais no planejamento de inlay/onlay adesivo.
D
Certa
A alternativa D está correta porque expressa o equilíbrio exigido nos preparos para inlay/onlay adesivos: preservar a estrutura dentária e, ao mesmo tempo, garantir espessura mínima adequada para resistência do material restaurador. As medidas aproximadas de 1,5 a 2 mm de profundidade e istmo em torno de um terço da intercuspidação são compatíveis com esse princípio.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre preparos retentivos clássicos e preparos adesivos modernos, sugerindo que aumentar profundidade e largura para ganhar retenção mecânica seria a melhor estratégia.
Dica para questões semelhantes
  • Em inlay/onlay adesivo, pense em preparo conservador e cimentação adesiva, não em retenção mecânica clássica.
  • Desconfie de alternativas que defendam ampliar o preparo para substituir a adesividade por retenção friccional.
  • Considere sempre o equilíbrio entre espessura mínima restauradora e preservação do remanescente dentário.
  • Medidas de preparo devem ser interpretadas como parâmetros conservadores compatíveis com resistência do material, não como justificativa para superdesgaste.

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