Paciente de 18 anos, com queixa de dispneia minutos após um...
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Tema central: A questão traz um caso de anafilaxia grave após exposição à penicilina, com sintomas clássicos: dispneia, edema labial/periorbitário, urticária, sibilância, taquicardia e hipotensão acentuada. Em situações graves, há risco iminente de perda da via aérea por edema e colapso circulatório, o que exige ação imediata.
Justificativa da alternativa correta (B): Avaliação de vias aéreas, intubação orotraqueal, se necessário
Em casos de anafilaxia grave, o comprometimento das vias aéreas é a principal ameaça à vida. A presença de edema facial/periorbitário, dispneia intensa, sibilância e queda da saturação (70%) indica risco de obstrução de vias aéreas superiores. O primeiro cuidado deve ser avaliar e garantir a permeabilidade da via aérea, realizando intubação orotraqueal, se necessário. Como destaca o documento “ANAFILAXIA” (WAO, 2011):
“O manejo inicial da anafilaxia deve priorizar a manutenção da via aérea, principalmente na vigência de edema grave de glote ou laringe.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Infusão de adrenalina IM: Embora a epinefrina IM seja o tratamento de escolha na anafilaxia (dose correta: 0,3-0,5 mL de solução 1:1000, no músculo vasto lateral), não é a prioridade quando há risco imediato de obstrução da via aérea. Deve ser feita, mas só após garantir a via aérea.
C) Nebulização com broncodilatadores + corticoide: O uso de broncodilatadores e corticoide tem papel adjuvante, mas não revertendo o quadro agudo grave nem prevenindo obstrução de via aérea. Portanto, não devem ser priorizados diante de sinais de choque e angioedema severo.
D) Massagem cardíaca e desfibrilação: Indicado apenas em PCR (parada cardiorrespiratória) documentada, não é o caso aqui; o paciente tem pulso e está ainda consciente, apesar de crítico.
Pontos para atenção em questões de concurso:
O enunciado exige diferenciar situações de ameaça à via aérea, típico de anafilaxia grave — priorize manutenção de via aérea.
Observe palavras-chave como "edema labial e periorbitário", “dispneia”, “saturação 70%”, que sugerem risco iminente de obstrução — pegadinha: epinefrina IM é fundamental, mas não precede cuidados de via aérea em quadro crítico com edema intenso!
Segundo o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde (2018):
“A via aérea deve ser imediatamente protegida em pacientes com evidências de edema significativo da laringe/glote...”
Resumo: Em anafilaxia grave com sinais de obstrução iminente de via aérea, avaliar e proteger a via aérea é a primeira conduta.
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