Homem de 58 anos, que refere ter DPOC, HAS e ser ex-tabagi...

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Q3949105 Medicina
Homem de 58 anos, que refere ter DPOC, HAS e ser ex-tabagista (40 maços/ano), será submetido à colectomia parcial eletiva por neoplasia de cólon. Relata que parou de fumar há 20 dias. Exame físico: sem sibilos, SpO₂ 96% em ar ambiente. IMC: 27 kg/m². Recentemente, cerca de 20 dias, refere ter realizado exames de rotina. Espirometria que evidenciou VEF1: 62%, classificação ASA II. A TC de tórax mostra enfisema moderado sem outras alterações. O médico solicita nova espirometria e RX tórax. Assinale a alternativa correta quanto à conduta e às medidas preventivas perioperatórias considerando esse caso. 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em DPOC estável, sem sinais de exacerbação, com oximetria preservada e exames recentes, não há indicação de repetir rotineiramente RX de tórax e espirometria; o gabarito correto é a alternativa que prioriza otimização clínica e medidas preventivas perioperatórias.

Tema central: Avaliação perioperatória pulmonar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque universaliza exames complementares que não são obrigatórios para todo paciente com DPOC no pré-operatório. Em paciente estável, com exame clínico sem piora e avaliação recente, RX de tórax e espirometria devem ser solicitados apenas se houver expectativa de mudar a conduta.
B
Errada
Está errada porque a base não sustenta que CPAP profilático deva ser evitado de forma geral. O uso de CPAP/VNI não é universalmente indicado, mas também não há contraindicação geral; a decisão deve ser individualizada conforme risco e evolução respiratória.
C
Errada
Está errada porque a cessação do tabagismo deve ser incentivada em qualquer momento antes da cirurgia. O fato de ter parado há 20 dias não justifica desestimular a interrupção.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, em DPOC estável submetida a cirurgia não torácica, a conduta mais adequada é manter broncodilatadores, incentivar fisioterapia respiratória e mobilização precoce. A base de decisão também destaca que a repetição rotineira de radiografia de tórax e espirometria não é obrigatória e não modifica prognóstico nesse cenário, especialmente quando já há avaliação recente e não existem sinais clínicos de descompensação.
E
Errada
Está errada porque VNI profilática imediata após extubação não é imprescindível para todos os pacientes com DPOC. A indicação é seletiva, conforme risco e contexto clínico, e não uma regra universal.
Pegadinha da questão
A questão explora termos absolutos nas alternativas, fazendo parecer que todo paciente com DPOC precisa de exames repetidos ou de suporte ventilatório profilático obrigatório. O ponto correto é individualizar exames e intervenções em paciente estável.
Dica para questões semelhantes
  • Em DPOC no pré-operatório de cirurgia não torácica, diferencie estabilidade clínica de exacerbação antes de pedir exames adicionais.
  • Espirometria e RX de tórax só fazem sentido se houver chance de mudar a conduta.
  • Medidas úteis nesse cenário são manutenção do tratamento inalatória, fisioterapia/expansão pulmonar, cessação do tabagismo e mobilização precoce.
  • Desconfie de alternativas com 'imprescindível', 'para todos' ou 'deve evitar' quando a decisão é individualizada.

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