Estima-se que mais de 60% da predisposição à trombose seja ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q1089043 Medicina
Estima-se que mais de 60% da predisposição à trombose seja atribuível a componentes genéticos. Esses novos conceitos culminaram na introdução do termo trombofilia, para descrever uma predisposição aumentada, em geral genética, para a ocorrência de TEV.
A prevalência de fatores de risco genéticos e “mistos” na população geral e em pacientes com tromboembolismo venoso é grande, qual é fator mais preponderante neste cenário?
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Na questão apresentada, o tema central é a trombofilia, que se refere à predisposição aumentada, geralmente genética, para o tromboembolismo venoso (TEV). Vamos explorar os conceitos envolvidos e identificar a alternativa correta.

Alternativa Correta: A - Fator V de Leiden

O Fator V de Leiden é uma mutação genética que leva à resistência à proteína C ativada, um importante anticoagulante natural. Isso resulta em um aumento do risco de formação de coágulos. É a causa mais comum de trombofilia hereditária na população caucasiana, ocorrendo em cerca de 5% da população geral. De acordo com diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), ele é o fator de risco genético mais preponderante para TEV, justificando sua prevalência em pacientes com tromboembolismo venoso.

Análise das Alternativas Incorretas:

B - Deficiência de antitrombina: Esta condição é uma trombofilia hereditária menos comum. A antitrombina é um inibidor das enzimas da coagulação, e sua deficiência pode resultar em um risco aumentado de trombose. No entanto, sua prevalência é significativamente menor em comparação com o Fator V de Leiden.

C - Hiperhomocisteinemia: A elevação dos níveis de homocisteína no sangue tem sido associada a um risco aumentado de eventos trombóticos, mas é considerada um fator de risco menos comum e frequentemente secundário a outras condições como deficiência de vitamina B12 e folato.

D - Deficiência de proteína C: A proteína C é outro importante anticoagulante natural, e sua deficiência pode levar a um risco aumentado de trombose. Entretanto, assim como a deficiência de antitrombina, sua prevalência é menor do que a do Fator V de Leiden nos casos de TEV.

E - Deficiência de proteína S: Similar à proteína C, a proteína S atua como um cofator na anticoagulação. Sua deficiência também é menos prevalente em comparação com o Fator V de Leiden quando se trata de causas genéticas de TEV.

Para resolver questões de trombofilia, é essencial reconhecer os fatores de risco genéticos mais comuns e a prevalência relativa de cada condição. Diretrizes como as do UpToDate e do Harrison’s Principles of Internal Medicine podem ser ferramentas valiosas para aprofundar o conhecimento nesse tema.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A resposta correta é a alternativa A - Fator V de Leiden. Isso ocorre porque, entre os fatores de risco genéticos para a trombofilia, o Fator V de Leiden é o mais comum e preponderante, sendo responsável por cerca de 20 a 50% dos casos de trombose. O Fator V de Leiden é uma mutação genética que aumenta a resistência à ação do anticoagulante natural do organismo, tornando-o mais propenso a formar coágulos sanguíneos. Portanto, é importante que os pacientes com histórico de trombose ou outros fatores de risco genéticos sejam avaliados para a presença dessa mutação, a fim de receberem o tratamento adequado e prevenir o desenvolvimento de novos episódios de tromboembolismo venoso.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo