Estima-se que mais de 60% da predisposição à trombose seja ...
A prevalência de fatores de risco genéticos e “mistos” na população geral e em pacientes com tromboembolismo venoso é grande, qual é fator mais preponderante neste cenário?
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Na questão apresentada, o tema central é a trombofilia, que se refere à predisposição aumentada, geralmente genética, para o tromboembolismo venoso (TEV). Vamos explorar os conceitos envolvidos e identificar a alternativa correta.
Alternativa Correta: A - Fator V de Leiden
O Fator V de Leiden é uma mutação genética que leva à resistência à proteína C ativada, um importante anticoagulante natural. Isso resulta em um aumento do risco de formação de coágulos. É a causa mais comum de trombofilia hereditária na população caucasiana, ocorrendo em cerca de 5% da população geral. De acordo com diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), ele é o fator de risco genético mais preponderante para TEV, justificando sua prevalência em pacientes com tromboembolismo venoso.
Análise das Alternativas Incorretas:
B - Deficiência de antitrombina: Esta condição é uma trombofilia hereditária menos comum. A antitrombina é um inibidor das enzimas da coagulação, e sua deficiência pode resultar em um risco aumentado de trombose. No entanto, sua prevalência é significativamente menor em comparação com o Fator V de Leiden.
C - Hiperhomocisteinemia: A elevação dos níveis de homocisteína no sangue tem sido associada a um risco aumentado de eventos trombóticos, mas é considerada um fator de risco menos comum e frequentemente secundário a outras condições como deficiência de vitamina B12 e folato.
D - Deficiência de proteína C: A proteína C é outro importante anticoagulante natural, e sua deficiência pode levar a um risco aumentado de trombose. Entretanto, assim como a deficiência de antitrombina, sua prevalência é menor do que a do Fator V de Leiden nos casos de TEV.
E - Deficiência de proteína S: Similar à proteína C, a proteína S atua como um cofator na anticoagulação. Sua deficiência também é menos prevalente em comparação com o Fator V de Leiden quando se trata de causas genéticas de TEV.
Para resolver questões de trombofilia, é essencial reconhecer os fatores de risco genéticos mais comuns e a prevalência relativa de cada condição. Diretrizes como as do UpToDate e do Harrison’s Principles of Internal Medicine podem ser ferramentas valiosas para aprofundar o conhecimento nesse tema.
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