O TEV continua sendo uma das principais causas de morbidade...

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Q1089038 Medicina
O TEV continua sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Nos EUA, cerca de 2 milhões de pessoas desenvolverão trombose venosa profunda (TVP). Cerca de 200 mil morrerão de embolia pulmonar (EP) aguda.
No paciente cirúrgico, em especial se tratando de cirurgia eletiva, o cirurgião deve ter conhecimento do risco de TVP do seu paciente, e a partir daí estabelecer uma medida profilática. No Registro Internacional de Cirurgia Bariátrica, a embolia pulmonar foi a causa mais comum de mortalidade (30%), e a TVP uma importante complicação.
Neste contexto, qual a recomendação para o paciente da cirurgia bariátrica:
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Tema central: Profilaxia do tromboembolismo venoso (TEV) em cirurgia bariátrica

O TEV é uma complicação grave em pacientes cirúrgicos, com risco aumentado em obesos submetidos à cirurgia bariátrica devido à estase venosa, hipercoagulabilidade e inflamação crônica. Por isso, a profilaxia eficaz é fundamental.

Alternativa correta: D) Meia de compressão gradual (MCG) e Clexane 40mg de 12/12h

Justificativa: Segundo a Diretriz Conjunta sobre Tromboembolismo Venoso – 2022, pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica devem receber profilaxia combinada: mecânica (MCG) + farmacológica (HBPM em dose de 40mg 2x/dia), reduzindo significativamente a incidência de TEV sem aumento importante de sangramento. Destaca-se o enunciado da diretriz: “A utilização de 40 mg de HBPM, 2 vezes ao dia, por um período de 10 dias, sugere reduzir a incidência de TEV.”

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Somente CPI: Isolar medidas mecânicas (Compressão Pneumática Intermitente) não é suficiente. Diretrizes recomendam associação de métodos.
  • B) CPI e clexane em dose menor: A dose menor (habitualmente 20mg, 1x/dia) é insuficiente para alto risco, como na cirurgia bariátrica. A dose eficaz é 40mg de 12/12h.
  • C) MCG e Rivaroxabana 10mg: O uso de DOAC (ex: rivaroxabana) não é o padrão para profilaxia em pós-operatório imediato; faltam estudos robustos e aprovação das diretrizes.
  • E) CPI MCG isolados: Medidas mecânicas isoladas são reservadas para contraindicação ao uso de anticoagulantes. Fora desse contexto, são insuficientes.

Dicas para provas:

Fique atento às palavras-chave como “cirurgia bariátrica”, “alto risco”, “profilaxia combinada” e dose adequada. Em geral, diretrizes atuais enfatizam ações combinadas e ajuste posológico em obesos. Pegadinhas frequentes: sugerir apenas método mecânico ou doses padrão para baixo risco.

Resumo prático: Paciente submetido à cirurgia bariátrica requer medidas mecânicas (MCG) associadas a pelo menos 40mg de enoxaparina 12/12h na ausência de contraindicação.

Diretriz Conjunta sobre Tromboembolismo Venoso – 2022, seção cirurgia bariátrica.

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A recomendação para o paciente que realiza a cirurgia bariátrica é a alternativa D, que consiste em usar meia de compressão gradual e Clexane 40mg de 12/12 hs. Isso ocorre porque a cirurgia bariátrica é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de TVP e EP, e a profilaxia adequada é essencial para prevenir essas complicações. O uso de meias de compressão graduada ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo nas pernas e reduzir o risco de TVP, enquanto o Clexane é um anticoagulante que ajuda a prevenir a formação de coágulos sanguíneos. É importante ressaltar que a escolha da medida profilática adequada deve ser individualizada e baseada no risco do paciente.

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