O TEV continua sendo uma das principais causas de morbidade...
No paciente cirúrgico, em especial se tratando de cirurgia eletiva, o cirurgião deve ter conhecimento do risco de TVP do seu paciente, e a partir daí estabelecer uma medida profilática. No Registro Internacional de Cirurgia Bariátrica, a embolia pulmonar foi a causa mais comum de mortalidade (30%), e a TVP uma importante complicação.
Neste contexto, qual a recomendação para o paciente da cirurgia bariátrica:
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Tema central: Profilaxia do tromboembolismo venoso (TEV) em cirurgia bariátrica
O TEV é uma complicação grave em pacientes cirúrgicos, com risco aumentado em obesos submetidos à cirurgia bariátrica devido à estase venosa, hipercoagulabilidade e inflamação crônica. Por isso, a profilaxia eficaz é fundamental.
Alternativa correta: D) Meia de compressão gradual (MCG) e Clexane 40mg de 12/12h
Justificativa: Segundo a Diretriz Conjunta sobre Tromboembolismo Venoso – 2022, pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica devem receber profilaxia combinada: mecânica (MCG) + farmacológica (HBPM em dose de 40mg 2x/dia), reduzindo significativamente a incidência de TEV sem aumento importante de sangramento. Destaca-se o enunciado da diretriz: “A utilização de 40 mg de HBPM, 2 vezes ao dia, por um período de 10 dias, sugere reduzir a incidência de TEV.”
Análise das alternativas incorretas:
- A) Somente CPI: Isolar medidas mecânicas (Compressão Pneumática Intermitente) não é suficiente. Diretrizes recomendam associação de métodos.
- B) CPI e clexane em dose menor: A dose menor (habitualmente 20mg, 1x/dia) é insuficiente para alto risco, como na cirurgia bariátrica. A dose eficaz é 40mg de 12/12h.
- C) MCG e Rivaroxabana 10mg: O uso de DOAC (ex: rivaroxabana) não é o padrão para profilaxia em pós-operatório imediato; faltam estudos robustos e aprovação das diretrizes.
- E) CPI MCG isolados: Medidas mecânicas isoladas são reservadas para contraindicação ao uso de anticoagulantes. Fora desse contexto, são insuficientes.
Dicas para provas:
Fique atento às palavras-chave como “cirurgia bariátrica”, “alto risco”, “profilaxia combinada” e dose adequada. Em geral, diretrizes atuais enfatizam ações combinadas e ajuste posológico em obesos. Pegadinhas frequentes: sugerir apenas método mecânico ou doses padrão para baixo risco.
Resumo prático: Paciente submetido à cirurgia bariátrica requer medidas mecânicas (MCG) associadas a pelo menos 40mg de enoxaparina 12/12h na ausência de contraindicação.
Diretriz Conjunta sobre Tromboembolismo Venoso – 2022, seção cirurgia bariátrica.
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