Sobre a investigação de trombose venosa profunda nos membro...
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Tema central: A questão aborda a investigação diagnóstica da trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores, especialmente quanto à interpretação dos principais achados ultrassonográficos e as recomendações clínicas atuais para o diagnóstico.
Comentando a alternativa INCORRETA (C):
A alternativa C está incorreta. Em casos de obstrução da veia poplítea, não ocorre aumento de velocidade do fluxo na veia femoral comum após compressão da panturrilha. O esperado é uma redução ou ausência de transmissão do fluxo venoso proximal ao trombo, pois a obstrução impede a passagem do fluxo. Portanto, esse conceito está em desacordo com a fisiologia venosa e com as principais referências de ultrassonografia vascular.
Explicação das alternativas corretas:
A) Correta. Em pacientes com alta suspeita clínica de TVP, caso o ultrassom seja normal, é recomendado repetir o exame em 5 a 7 dias, conforme orienta a Diretriz da SBACV: “Na vigência de alta suspeita clínica e exame ultrassonográfico negativo, recomenda-se repetir o exame em até uma semana” (SBACV, 2018, p. 36). Isso se deve porque trombos muito iniciais podem ainda não ser detectados.
B) Correta. O critério mais importante do ultrassom para TVP é a não compressibilidade venosa. O exame de compressão evidencia trombos, pois a veia deveria colapsar facilmente sob pressão. Se não colapsa, é sinal clássico de trombose (“A compressibilidade venosa é o critério mais importante para o diagnóstico”, SBACV, 2018).
D) Correta. O Eco Doppler pode ajudar a diferenciar trombos agudos (hipoecoicos) de crônicos (hiperecoicos, aderidos à parede), auxiliando a inferir se a trombose é recente ou já antiga, embora não seja um critério absoluto.
E) Correta. Em segmentos venosos duplicados (variação anatômica relativamente comum), a ultrassonografia pode ser superior à flebografia, pois permite identificar ambos os vasos e avaliar compressibilidade, fluxo e trombos de forma dinâmica.
Estratégia de prova e dicas: Atente para descrições de fisiologia venosa e achados ultrassonográficos: palavras-chave como “aumento de fluxo” em área obstruída geralmente caracterizam pegadinhas. Sempre relacione achados de exames à fisiopatologia básica.
Conclusão fundamentada: Seguindo as Diretrizes da SBACV (2018), a resposta correta é a alternativa C, pois descreve um conceito incompatível com a fisiopatologia do fluxo venoso na presença de TVP.
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