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Q1089031 Medicina
A primeira publicação a relacionar sintomas e sinais de isquemia cerebral com doença de artérias extracranianas foi atribuída a Wepfer. Em 1658, ele observou, em necropsia, lesões de artérias carótidas, que foram identificadas como sendo causa de óbito do paciente, que havia tido acidente vascular cerebral (AVC).
Baseado em conceitos e evidências, o órgão norte americano de regulamentação de fármacos e alimentos (FDA, Food and Drug Administration) considera a indicação de angioplastia carotídea nas seguintes situações:
Alternativas

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Tema central: A questão explora indicações formais para angioplastia carotídea, diferenciando causas arteriais ateroscleróticas e não ateroscleróticas – especialmente a displasia fibromuscular (DFM) – à luz de evidências e diretrizes.

Análise da alternativa correta:

Alternativa C – Doença carotídea provocada por displasia fibromuscular: A DFM é uma doença não inflamatória e não aterosclerótica, acometendo preferencialmente mulheres jovens, que pode levar a estenoses nas artérias carótidas. Em casos sintomáticos, de estenose significativa ou quando ocorrem complicações como dissecção ou aneurisma, a angioplastia carotídea é considerada o tratamento de escolha, conforme recomenda o Manual MSD e consensos internacionais. Assim, esta é a alternativa correta.

Por que as outras alternativas estão erradas?

A) Estenose de 50% em pacientes sintomáticos: As principais diretrizes, como a American Heart Association/Stroke Association (AHA/ASA), orientam indicação de intervenção para estenose sintomática igual ou superior a 70%. Para estenoses entre 50-69%, a intervenção pode ser considerada em situações específicas, mas não é consenso nem indicação principal.

B) Estenose de 60% em pacientes assintomáticos: Atualmente, a recomendação é considerar intervenção em estenose assintomática apenas se ≥80%, e sempre ponderando fatores clínicos. Estenoses < 70% em assintomáticos raramente são indicativas de angioplastia.

D) Pacientes obesos: O fator obesidade isoladamente não configura indicação para angioplastia carotídea, não constando em nenhuma diretriz nacional ou internacional.

E) Placa ulcerada: Apesar de placas ulceradas potencialmente aumentarem risco de embolização, a decisão de intervenção depende prioritariamente do grau de estenose e sintomas. O aspecto da placa isoladamente não determina conduta intervencionista, conforme apontado nos consensos da SBC e protocolos internacionais.

Pontos-chave de prova:

  • Displasia fibromuscular é causa clássica de indicação de angioplastia carotídea em pacientes sem lesão aterosclerótica.
  • Leia atentamente se a questão aborda pacientes sintomáticos vs assintomáticos, pois protocolos mudam!
  • Desconfie de alternativas com fatores de risco isolados (como obesidade), pois geralmente não são indicação formal de procedimentos invasivos.

Diretriz oficial:

Segundo o Manual MSD, nas recomendações para displasia fibromuscular: "A angioplastia com balão, sem stent, é o tratamento de escolha nas estenoses arteriais carotídeas secundárias à DFM."

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Comentários

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Essa questão aborda a indicação de angioplastia carotídea segundo o FDA. A resposta correta é a alternativa C: Doença carotídea provocada por displasia fibromucular. A angioplastia carotídea é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo desobstruir uma artéria carotídea que esteja obstruída por placas de gordura. Segundo o FDA, essa indicação deve ser feita em pacientes sintomáticos com estenose de pelo menos 50%, ou em pacientes assintomáticos com estenose de pelo menos 60%. No entanto, em pacientes com doença carotídea provocada por displasia fibromucular, a indicação para angioplastia é mais ampla e não se baseia em critérios de estenose. Essa doença é um distúrbio que afeta a parede dos vasos sanguíneos, causando seu estreitamento e obstrução, e pode levar a acidentes vasculares cerebrais. Por isso, a angioplastia pode ser indicada mesmo em casos de estenose inferior a 50% em pacientes com displasia fibromucular.

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