A primeira publicação a relacionar sintomas e sinais de i...
Baseado em conceitos e evidências, o órgão norte americano de regulamentação de fármacos e alimentos (FDA, Food and Drug Administration) considera a indicação de angioplastia carotídea nas seguintes situações:
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Tema central: A questão explora indicações formais para angioplastia carotídea, diferenciando causas arteriais ateroscleróticas e não ateroscleróticas – especialmente a displasia fibromuscular (DFM) – à luz de evidências e diretrizes.
Análise da alternativa correta:
Alternativa C – Doença carotídea provocada por displasia fibromuscular: A DFM é uma doença não inflamatória e não aterosclerótica, acometendo preferencialmente mulheres jovens, que pode levar a estenoses nas artérias carótidas. Em casos sintomáticos, de estenose significativa ou quando ocorrem complicações como dissecção ou aneurisma, a angioplastia carotídea é considerada o tratamento de escolha, conforme recomenda o Manual MSD e consensos internacionais. Assim, esta é a alternativa correta.
Por que as outras alternativas estão erradas?
A) Estenose de 50% em pacientes sintomáticos: As principais diretrizes, como a American Heart Association/Stroke Association (AHA/ASA), orientam indicação de intervenção para estenose sintomática igual ou superior a 70%. Para estenoses entre 50-69%, a intervenção pode ser considerada em situações específicas, mas não é consenso nem indicação principal.
B) Estenose de 60% em pacientes assintomáticos: Atualmente, a recomendação é considerar intervenção em estenose assintomática apenas se ≥80%, e sempre ponderando fatores clínicos. Estenoses < 70% em assintomáticos raramente são indicativas de angioplastia.
D) Pacientes obesos: O fator obesidade isoladamente não configura indicação para angioplastia carotídea, não constando em nenhuma diretriz nacional ou internacional.
E) Placa ulcerada: Apesar de placas ulceradas potencialmente aumentarem risco de embolização, a decisão de intervenção depende prioritariamente do grau de estenose e sintomas. O aspecto da placa isoladamente não determina conduta intervencionista, conforme apontado nos consensos da SBC e protocolos internacionais.
Pontos-chave de prova:
- Displasia fibromuscular é causa clássica de indicação de angioplastia carotídea em pacientes sem lesão aterosclerótica.
- Leia atentamente se a questão aborda pacientes sintomáticos vs assintomáticos, pois protocolos mudam!
- Desconfie de alternativas com fatores de risco isolados (como obesidade), pois geralmente não são indicação formal de procedimentos invasivos.
Diretriz oficial:
Segundo o Manual MSD, nas recomendações para displasia fibromuscular: "A angioplastia com balão, sem stent, é o tratamento de escolha nas estenoses arteriais carotídeas secundárias à DFM."
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