A aterosclerose é uma doença imunoinflamatória e fibropro...
O interessante é que a sintomatologia não guarda uma relação direta com as alterações angiográficas. Inicialmente, encarada como uma doença crônica degenerativa e de progressão lenta, atualmente se sabe que a aterosclerose é uma doença com períodos de atividade e quiescência. Desse modo, é isso que vai determinar a variabilidade fenotípica de apresentação dessa doença. A obstrução progressiva da luz da artéria, por expansão de uma placa fibrosa, resulta em diminuição do fluxo somente com estenoses entre:
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Tema central: A questão aborda aterosclerose e o grau de estenose arterial necessário para resultar em redução significativa do fluxo sanguíneo tecidual, temática fundamental em Cardiologia e doenças vasculares.
Mecanismo fisiopatológico: A aterosclerose é uma doença crônica imunoinflamatória que afeta, principalmente, a íntima de artérias de médio e grande calibre. O acúmulo de lipídios e células inflamatórias leva à formação de placas que, progressivamente, reduzem o lúmen arterial.
Diminuição do fluxo sanguíneo: Clinicamente, apenas estenoses acima de 50% do diâmetro do vaso começam a provocar redução significativa do fluxo, principalmente diante de demandas aumentadas, como no exercício físico.
Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV): “A diminuição do fluxo costuma ocorrer em obstruções entre 50 e 70% do lúmen arterial” (Diretrizes SBACV – DAOP, p. 10). Assim, a alternativa A é a correta, pois reflete o ponto crucial em que a obstrução passa a limitar a perfusão, especialmente sob estresse metabólico.
Análise das alternativas:
A) 50 a 70% (CORRETA): Intervalo respaldado por diretrizes e literatura. Ex: “Em estenoses superiores a 50%, pode já ocorrer queda perceptível do fluxo, agravando-se progressivamente até 70%.” (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed.).
B) 60 a 80%: Superestima o início dos sintomas, pois muitos pacientes já apresentam clínica relevante com graus inferiores a 60%.
C) 30 a 40%: Subestima o limiar crítico; nesta faixa o fluxo raramente é reduzido a ponto de gerar isquemia manifesta.
D) 70 a 90%: Embora obstruções >70% tornem os sintomas ainda mais evidentes (até em repouso), a diminuição significativa do fluxo já se observa antes.
E) Acima de 90%: Só relaciona estenoses muito graves, frequentemente associadas a isquemia crítica, o que não reflete o início da diminuição relevante do fluxo.
Pontos de atenção e estratégias: Fique atento ao enunciado, que pede o início da restrição significativa do fluxo, e não o ponto de isquemia crítica. Questões assim testam detalhes fisiopatológicos e interpretação precisa das faixas quantitativas.
Resumo clínico: A partir de 50-70% de estenose, ocorre comprometimento hemodinâmico relevante, resultando em manifestações como angina ou claudicação. Tal conceito é essencial no diagnóstico e manejo da aterosclerose.
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