O uso de fluoretos é uma das principais estratégias de saúd...
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é que, em cariologia, o efeito anticárie mais importante do flúor é predominantemente tópico e pós-eruptivo, atuando na interface dente/biofilme/saliva para reduzir a desmineralização e favorecer a remineralização. Esse entendimento torna correta a alternativa E e invalida as opções que atribuem ao flúor proteção sistêmica profunda, fluorose por uso tópico pós-eruptivo ou uso inadequado em saúde pública.
- Se a alternativa disser que o flúor age principalmente após a erupção, localmente, modulando desmineralização e remineralização, ela tende a seguir o conceito correto.
- Desconfie de afirmações absolutas sobre flúor, como erradicação da cárie, imunidade permanente ou substituição exclusiva de um método por outro.
- Separe fluorose de uso tópico pós-eruptivo: fluorose é distúrbio de desenvolvimento por ingestão excessiva durante a formação do esmalte.
- Não misture concentrações de veículos diferentes de flúor; valores de água de abastecimento são muito menores que os de produtos tópicos.
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Comentários
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A concentração considerada ideal no Brasil, normalmente é de 0,6 a 0,8 ppm (mg/L). Essa concentração é ajustada conforme o clima: Regiões quentes → menor concentração (porque as pessoas bebem mais água). Regiões frias → pode ser um pouco maior.
A - ERRADA.
A concentração ideal de flúor na água de abastecimento público no Brasil NÃO é padronizada em 4,0 ppm. O valor recomendado é de aproximadamente 0,7 a 1,0 ppm, variando conforme a temperatura média da região, para maximizar o benefício anticárie e minimizar o risco de fluorose. Valores acima de 1,5 ppm aumentam o risco de fluorose dentária.
B - ERRADA.
A aplicação tópica de flúor gel acidulado (1,23%) NÃO é contraindicada para pacientes com alto risco de cárie. Pelo contrário, é indicada justamente para esses pacientes, podendo ser associada a outras formas de prevenção, como bochechos e dentifrícios fluoretados.
C - ERRADA.
A fluorose dentária NÃO é causada pela aplicação tópica excessiva de verniz fluoretado após a erupção dos dentes permanentes. Ela ocorre devido à ingestão excessiva de flúor durante a formação dos dentes, ou seja, em fase pré-eruptiva, principalmente pelo consumo de água fluoretada ou ingestão de dentifrício com flúor por crianças. O uso tópico após a erupção não causa fluorose.
D - ERRADA.
A ingestão sistêmica de flúor durante a formação dental NÃO torna o dente permanentemente imune à cárie. O flúor sistêmico pode ser incorporado à estrutura do esmalte, mas o principal efeito preventivo é pós-eruptivo e tópico. Além disso, a presença de biofilme e outros fatores de risco continuam sendo determinantes para o desenvolvimento de cárie, mesmo em dentes com flúor incorporado.
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