Durante a aferição da pressão arterial de um paciente adult...
Gabarito comentado
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Tema central: técnica correta de medida da pressão arterial (PA) e anatomia aplicada. Os sons de Korotkoff são ruídos gerados pelo fluxo sanguíneo turbulento quando a pressão do manguito fica entre a sistólica e a diastólica. Para ouvi-los com precisão, o estetoscópio deve ser colocado sobre a artéria braquial, na fossa/ região cubital anterior.
Alternativa correta – B: Região cubital anterior sobre a artéria braquial. A artéria braquial percorre a face medial do braço e atravessa a fossa cubital, medial ao tendão do bíceps. É ali que os sons de Korotkoff (Fase I = PAS; Fase V = PAD em adultos) são melhor auscultados após insuflar o manguito no terço médio do braço ao nível do coração. Essa é a técnica recomendada por diretrizes como a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (SBC/SBH/SBN) e por documentos da AHA/ESC e OMS.
Por que é a resposta certa? A posição garante maior amplitude dos sons, menor interferência de músculos/tendões e alinhamento com a artéria ocluída pelo manguito. A deflação deve ser lenta (≈2–3 mmHg/s), com o diafragma do estetoscópio firmemente aplicado sobre a artéria braquial. Referências: SBC – Diretrizes de HA; AHA Scientific Statement sobre aferição de PA; UpToDate – Measurement of blood pressure in adults; WHO STEPS/2020.
Pegadinha da questão: o enunciado menciona “posicionar o manguito”, mas pergunta o local de ausculta. Mantenha o foco na palavra-chave “sons de Korotkoff” → pense em artéria braquial na fossa cubital. “Região cubital” é sinônimo de “antecubital/fossa cubital”.
Por que as demais estão incorretas?
- A – Região femoral interna (artéria femoral): usada apenas quando se mede PA em membros inferiores ou em avaliações específicas (ex.: índice tornozelo-braquial com Doppler). Não é o sítio padrão para PA de rotina em adultos.
- C – Região carótida lateral (artéria carótida): não se ausculta PA aqui. Estimular a carótida pode ativar barorreceptores e causar bradicardia/hipotensão; além disso, há risco de mobilizar placa aterosclerótica. Diretrizes contraindicam seu uso para aferição de PA.
- D – Região radial inferior (artéria radial): útil para palpar a pressão sistólica (método palpatorio) e para monitores oscilométricos, mas a ausculta dos sons de Korotkoff é pouco confiável no punho/radial. Padrão ouro auscultatório é na artéria braquial.
Dicas práticas para prova e serviço:
- Escolha manguito adequado (largura ≈ 40% e comprimento ≈ 80% da circunferência do braço).
- Paciente sentado, braço ao nível do coração, palma voltada para cima.
- Estetoscópio: diafragma sobre a artéria braquial na fossa cubital; insuflar 20–30 mmHg acima da PAS estimada; desinsuflar 2–3 mmHg/s.
Fontes: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (SBC/SBH/SBN); AHA Scientific Statement on BP Measurement; ESC/ESH Guidelines; UpToDate; WHO Technical specifications for BP devices.
Gabarito: B – Região cubital anterior sobre a artéria braquial.
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Sempre associe:
- Pressão arterial (método auscultatório) → artéria braquial
- Pulso → radial
“PA se escuta no braço (braquial)”
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