Considerando a principal suspeita diagnóstica, o exame reco...

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Q4235331 Medicina
Homem, 35 anos de idade, procedente do altiplano andino, apresenta um nódulo na região cervical alta à direita. Esse nódulo é fibroelástico e tem mobilidade anteroposterior, mas não crânio caudal. 
Considerando a principal suspeita diagnóstica, o exame recomendado para o diagnóstico e o achado esperado são, respectivamente, 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O sinal de Fontaine — massa cervical alta com mobilidade anteroposterior/lateral preservada e sem mobilidade craniocaudal — sugere tumor do corpo carotídeo. Nessa suspeita, o exame indicado é imagem vascular, e a angiotomografia deve mostrar afastamento das carótidas interna e externa, o que sustenta o gabarito B.

Tema central: Paraganglioma carotídeo
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a principal suspeita não é linfadenite tuberculosa, mas tumor do corpo carotídeo, definido pela semiologia do nódulo. Necrose caseosa remete a processo granulomatoso linfonodal, que não explica o padrão de mobilidade seletiva descrito. Além disso, biópsia incisional não é o exame recomendado na suspeita de lesão hipervascular do espaço carotídeo.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro clínico é típico de tumor do corpo carotídeo: nódulo em região cervical alta, fibroelástico e com o padrão de mobilidade descrito no sinal de Fontaine. Como se trata de lesão hipervascular da bifurcação carotídea, o exame recomendado é um estudo vascular, e a angiotomografia pode demonstrar o afastamento das artérias carótidas interna e externa, o achado clássico esperado.
C
Errada
Está errada porque população linfocitária monomórfica direciona para linfoma, hipótese que não corresponde ao padrão anatômico-semiológico do caso. O nódulo descrito não se comporta como adenomegalia comum, e sim como massa da bifurcação carotídea com sinal de Fontaine. Por isso, PAAF não é a via diagnóstica preferida para a principal suspeita.
D
Errada
Está errada porque cristais de colesterol em PAAF sugerem lesão cística, como cisto branquial, mas essa hipótese não justifica a mobilidade anteroposterior preservada com restrição craniocaudal. A topografia cervical alta junto ao eixo carotídeo e a semiologia apontam para paraganglioma carotídeo, cujo diagnóstico inicial deve ser por imagem vascular, não por citologia.
Pegadinha da questão
A banca tenta desviar o raciocínio pela procedência do altiplano andino e por diagnósticos frequentes de massa cervical lateral, mas o dado que realmente decide é a semiologia típica do sinal de Fontaine; outra armadilha é esquecer que lesão hipervascular do espaço carotídeo deve ser investigada por imagem vascular, não por biópsia.
Dica para questões semelhantes
  • Em massa cervical alta, priorize a topografia e o padrão de mobilidade antes de valorizar dados acessórios de origem ou contexto.
  • Mobilidade horizontal/anteroposterior com limitação craniocaudal sugere lesão da bifurcação carotídea, classicamente tumor do corpo carotídeo.
  • Diante de suspeita de massa hipervascular do espaço carotídeo, pense primeiro em exame vascular que mostre a relação com as carótidas.
  • O achado clássico do paraganglioma carotídeo na imagem é o afastamento entre carótida interna e externa.

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