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Q3655277 Enfermagem
Uma Central de Esterilização, ou Central de Material e Esterilização, é um setor essencial em hospitais e clínicas que garante a limpeza, o preparo, a esterilização e a distribuição segura e adequada de materiais e instrumentos médico-hospitalares. Durante o transporte de material contaminado para a central de esterilização, o técnico em enfermagem deve adotar medidas de biossegurança. Assinale a conduta que está CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Biossegurança no transporte de material contaminado para a Central de Material e Esterilização (CME). O objetivo é conter o risco biológico, prevenindo acidentes e a disseminação de microrganismos no trajeto até o expurgo da CME.

Alternativa correta: A - Transportar o material em recipiente fechado, identificado e rígido.

Justificativa: O transporte deve ser feito em recipiente rígido, estanque, com tampa, facilmente higienizável e identificado como “Material contaminado”, preferencialmente com símbolo de risco biológico. Isso evita derramamentos, respingos, aerossóis e perfurocortantes soltos, protegendo equipe e ambiente. Diretrizes: ANVISA (RDC 15/2012 e atualizações, como RDC 786/2023 – Boas Práticas de Processamento), NR-32 (Segurança e Saúde em Serviços de Saúde) e recomendações CDC/OMS para contenção de risco durante o transporte interno.

Análise das alternativas incorretas

B - “Lavar previamente os materiais contaminados dentro da enfermaria.” Incorreto. A lavagem deve ocorrer no expurgo da CME, local estruturado para limpeza com EPIs, barreiras e ventilação adequadas. Fazer isso na unidade aumenta risco de respingos, contaminação ambiental e acidentes. O correto no ponto de uso é apenas remoção grosseira/umidificação para evitar secagem de sujidade, sem proceder à limpeza completa. Referências: ANVISA RDC 786/2023; boas práticas OMS.

C - “Levar o material solto em bandeja metálica aberta até o expurgo.” Incorreto. Bandeja aberta não garante contenção: favorece derramamento, geração de aerossóis, contato com superfícies e risco de acidentes perfurocortantes no trajeto. Viola princípios de contenção primária previstos na NR-32 e nas orientações da ANVISA/CDC.

D - “Descartar os instrumentos críticos em sacos brancos sem proteção.” Incorreto. Instrumentos críticos reprocessáveis devem ser encaminhados à CME; não são descartados em sacos. Perfurocortantes e dispositivos descartáveis devem ir para coletores rígidos, resistentes à punctura (descartex), nunca em “saco branco”. Diretriz: ANVISA RDC 222/2018 (resíduos de serviços de saúde) – sacos brancos leitosos destinam-se a resíduos infectantes específicos, não a perfurocortantes ou instrumentos a reprocessar.

Estratégia de prova: Procure palavras-chave que sinalizam biossegurança: “recipiente fechado, rígido, identificado”. Desconfie de expressões como “bandeja aberta”, “lavar na enfermaria” e “sacos brancos” para materiais críticos/perfurocortantes. Em CME, pense sempre em contenção + fluxo seguro.

Fontes úteis: ANVISA RDC 786/2023 e RDC 222/2018; NR-32; CDC Guideline for Disinfection and Sterilization in Healthcare Facilities; OMS – recomendações para processamento seguro de produtos para saúde.

Gabarito: A

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