O banho no leito é um procedimento de higiene para paciente...
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Tema central: cuidado humanizado no banho no leito. Envolve comunicação terapêutica, privacidade, autonomia, segurança e conforto, princípios preconizados pela Política Nacional de Humanização (PNH/SUS) e pelo Código de Ética de Enfermagem (COFEN nº 564/2017), além do enfoque de patient-centered care defendido pela OMS e por revisões como UpToDate.
Alternativa correta (A) — justificativa: Diante de um idoso com medo e insegurança, a conduta humanizada é explicar o procedimento em linguagem simples, oferecer privacidade (biombo/cortina, manter áreas não higienizadas cobertas, porta fechada) e respeitar o tempo e as preferências do paciente, obtendo consentimento e validando emoções. Isso reduz ansiedade, aumenta adesão, permite avaliação clínica durante o banho (pele, dor, risco de lesão por pressão) e promove segurança. Alinha-se à PNH/SUS (acolhimento, comunicação, autonomia), ao COFEN (respeito à dignidade, sigilo e consentimento) e às boas práticas centradas no paciente (OMS/UpToDate).
Estratégia para interpretar: o “sinal-chave” é medo/insegurança. Em prova, associe imediatamente a acolhimento + comunicação + privacidade + respeito ao ritmo. Cuidado com a pegadinha de “fazer rápido/silêncio”, que piora a ansiedade e fere a humanização.
Por que as demais estão incorretas?
(B) “Silêncio absoluto sem interação”: fere a comunicação terapêutica. O técnico precisa dialogar para orientar, obter consentimento, avaliar dor e conforto. Ausência de interação aumenta insegurança e contraria PNH e Código de Ética (direito à informação e ao respeito).
(C) “Delegar ao acompanhante sem supervisão”: o banho no leito exige técnica, segurança e avaliação (risco de hipotermia, lesão cutânea, quedas, desconforto). A responsabilidade é da enfermagem; pode-se envolver o familiar, mas com supervisão profissional. Sem supervisão viola protocolos assistenciais e a responsabilidade técnica (COFEN).
(D) “Fazer rápido e sem diálogo”: celeridade sem comunicação aumenta a ansiedade, impede avaliação contínua e pode comprometer prevenção de lesões por pressão, higiene adequada e conforto térmico. Vai contra a PNH e as práticas centradas no paciente.
Dica prática para a assistência: preparar ambiente e materiais, aquecer água/ambiente, explicar passo a passo, obter consentimento, manter o paciente coberto, checar dor e fadiga ao longo do procedimento, respeitar pausas e registrar achados cutâneos e intercorrências.
Referências rápidas: PNH/SUS (Ministério da Saúde); COFEN nº 564/2017 (Código de Ética); OMS – Patient-centred care; UpToDate – Principles of patient-centered communication.
Gabarito: A
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