A esterilização é um processo fundamental que destrói todos...
Gabarito comentado
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Tema central: sequência inicial do reprocessamento de materiais na CME antes da esterilização. O objetivo é remover sujidade orgânica/inorgânica, permitir a ação do agente esterilizante e garantir segurança ao paciente.
Gabarito: A
Por que a alternativa correta está certa?
Limpeza → Enxágue → Secagem → Embalagem é a sequência técnica recomendada para materiais reutilizáveis:
- Limpeza: remoção de matéria orgânica (sangue, tecidos) com ação mecânica e detergente (preferência enzimático). Sem limpeza adequada, a esterilização falha por barreira de sujidade.
- Enxágue: remove resíduos de detergente e sujidade desprendida, evitando interferência química no processo subsequente.
- Secagem: evita corrosão, diluição do esterilizante e falhas (p.ex., formação de condensado em autoclave). Pode-se usar ar comprimido medicinal e panos sem fiapos.
- Embalagem: invólucros compatíveis (papel-grau cirúrgico, SMS, contêiner rígido) que permitam penetração do esterilizante e mantenham a esterilidade após o ciclo.
Evidência e diretrizes: Essa sequência é preconizada por ANVISA (RDC 15/2012 – Boas Práticas na CME), OMS (Decontamination and reprocessing of medical devices, 2016) e AAMI ST79 (consolidação de práticas para esterilização a vapor). Todas enfatizam que a limpeza é etapa crítica do reprocessamento e sempre antecede a esterilização.
Por que as demais alternativas estão erradas?
B: inclui “descarte” (aplicável a resíduos, não a materiais reutilizáveis) e “reuso” antes da esterilização. O reuso só ocorre após esterilização e liberação do lote. “Descontaminação” é termo genérico para redução do risco biológico, usualmente por limpeza; a sequência proposta não condiz com o fluxo da CME.
C: coloca “esterilização” antes da limpeza/descontaminação, o que viola princípios básicos (matéria orgânica impede ação do esterilizante). “Descarte” não integra o reprocessamento de itens reutilizáveis. “Uso imediato” pós-esterilização não prescinde das etapas anteriores; mesmo no IUSS, a limpeza é obrigatória (AAMI ST79).
D: “armazenagem” não ocorre antes da limpeza; ela é etapa final após esterilização e liberação. “Descarte” novamente é impróprio para materiais que serão reprocessados. A sequência proposta não respeita o fluxo unidirecional sujo→limpo→estéril da CME.
Dica de prova: ao ver “antes da esterilização”, busque a tríade limpeza–enxágue–secagem, seguida de embalagem. Termos como “descarte” e “reuso” costumam ser pegadinhas para confundir reprocessamento com manejo de resíduos.
Aplicação prática: pinça articulada deve ser desarticulada na limpeza, escovada, enxaguada, completamente seca (inclusive ranhuras) e embalada de modo a permitir a penetração do vapor, só então esterilizada e, após liberação, armazenada.
Referências: ANVISA RDC 15/2012; OMS (WHO) 2016 Reprocessing; AAMI ST79.
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