Caso o paciente apresentasse paralisia incompleta, com movi...

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Q4235322 Medicina
Homem, 45 anos de idade, hipertenso bem controlado, não diabético, não tabagista, comparece ao pronto-socorro com queixa de perda dos movimentos da face há 2 dias. Ao exame físico, apresenta paralisia facial completa (House-Brackmann VI) sem outras alterações, não há vertigem ou déficit auditivo.
Caso o paciente apresentasse paralisia incompleta, com movimentação da região frontal preservada, deve-se suspeitar de lesão 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Paralisia facial incompleta com preservação da movimentação frontal indica lesão supranuclear/central, pois a musculatura da porção superior da face recebe inervação cortical bilateral; assim, o achado de fronte poupada exclui lesão periférica do VII nervo e define a alternativa D.

Tema central: Paralisia facial central
Análise das alternativas
A
Errada
O gânglio geniculado faz parte do trajeto periférico/infranuclear do VII nervo. Lesão nessa topografia tende a produzir paralisia facial ipsilateral de toda a hemiface, incluindo fronte e fechamento ocular. Logo, preservação frontal não é compatível com essa localização.
B
Errada
O segmento canalicular do VII nervo também corresponde a lesão periférica. Lesões periféricas do facial, após o núcleo, acometem musculatura facial superior e inferior do mesmo lado. Portanto, não geram o padrão semiológico de fronte poupada que define lesão supranuclear.
C
Errada
A lesão extra-temporal continua sendo lesão periférica do VII nervo. Mesmo que a intensidade possa variar conforme o ramo acometido, a preservação frontal como padrão clássico decorre de inervação cortical bilateral da musculatura superior da face, isto é, de mecanismo central, não de lesão extra-temporal do facial.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a preservação da região frontal é o marcador clássico de lesão central/supranuclear do facial. Isso ocorre porque a porção do núcleo facial que inerva a musculatura da testa recebe fibras de ambos os hemisférios. Portanto, uma lesão supranuclear unilateral tende a comprometer predominantemente a metade inferior da face, mantendo movimento frontal relativamente preservado. Esse padrão não é explicado por lesão do VII nervo em seus segmentos periféricos.
Pegadinha da questão
A banca separa intensidade de topografia: o termo "incompleta" pode induzir à ideia de lesão periférica leve, mas o dado que realmente decide é a preservação da fronte. Outra armadilha é usar o caso inicial de paralisia facial completa para responder a pergunta hipotética, que mudou o padrão semiológico.
Dica para questões semelhantes
  • Em paralisia facial, primeiro observe se a fronte está poupada ou comprometida; esse é o principal marcador de topografia central versus periférica.
  • Fronte preservada aponta para lesão supranuclear; hemiface inteira comprometida, incluindo testa, aponta para lesão periférica do VII.
  • Não use apenas a gravidade do déficit para localizar a lesão; o padrão anatômico da fraqueza é mais decisivo que ser completa ou incompleta.

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