A conduta recomendada para este paciente, é: 

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Q4235321 Medicina
Homem, 45 anos de idade, hipertenso bem controlado, não diabético, não tabagista, comparece ao pronto-socorro com queixa de perda dos movimentos da face há 2 dias. Ao exame físico, apresenta paralisia facial completa (House-Brackmann VI) sem outras alterações, não há vertigem ou déficit auditivo.
A conduta recomendada para este paciente, é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O quadro é compatível com paralisia facial periférica idiopática aguda, e a conduta de primeira linha é corticosteroide oral iniciado precocemente; entre as alternativas, isso corresponde à prednisona.

Tema central: Paralisia de Bell
Análise das alternativas
A
Errada
Aciclovir isolado está errado porque não é a conduta recomendada na paralisia facial periférica idiopática aguda. O benefício estabelecido nesse cenário é do corticosteroide oral precoce. Antiviral isolado não substitui corticoide e a ausência de vertigem, déficit auditivo, otalgia ou vesículas não sustenta síndrome de Ramsay Hunt como eixo da conduta.
B
Certa
A prednisona está correta porque o quadro descrito é de paralisia facial periférica aguda isolada, sem achados que apontem para AVC, herpes-zóster ótico ou outra etiologia que mude a conduta inicial. Como a evolução é de 2 dias, o paciente ainda está na janela em que o corticosteroide oral traz maior benefício na recuperação funcional da face. Esse é o fundamento terapêutico específico da paralisia de Bell.
C
Errada
Alteplase está errada porque é terapêutica de AVC isquêmico agudo dentro de critérios específicos, e o enunciado descreve topografia periférica: paralisia facial completa isolada, acometendo toda a hemiface, sem outros déficits neurológicos. Isso afasta causa central como melhor explicação do quadro e não sustenta trombólise.
D
Errada
Imunoglobulina intravenosa está errada porque não é tratamento de rotina para paralisia de Bell. Essa opção remete a outras neuropatias imunomediadas, como síndrome de Guillain-Barré, quadro que não aparece no enunciado. Aqui, a síndrome clínica provável é paralisia facial periférica idiopática aguda, cuja conduta inicial é corticosteroide oral.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar qualquer paralisia facial aguda como AVC e escolher antiviral por associação intuitiva com etiologia viral, ignorando que o quadro é de paralisia facial periférica isolada e que o tratamento principal é corticosteroide precoce.
Dica para questões semelhantes
  • Se a paralisia facial é completa e isolada, pense primeiro em topografia periférica; se não há outros déficits neurológicos, AVC deixa de ser a melhor resposta.
  • Na paralisia de Bell, o dado prático decisivo é o tempo de evolução: até 72 horas, corticosteroide oral precoce é a conduta de primeira linha.
  • Não troque corticoide por antiviral isolado em paralisia facial periférica idiopática; antiviral, quando considerado, não substitui a terapia principal.
  • Vertigem, déficit auditivo, otalgia ou vesículas mudam o raciocínio etiológico; a ausência desses achados favorece paralisia de Bell típica.

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