No laboratório de microbiologia de uma instituição pública,...

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Q3916046 Veterinária
No laboratório de microbiologia de uma instituição pública, um técnico em laboratório é responsável pelo recebimento, identificação e registro de amostras biológicas destinadas à análise taxonômica de microrganismos isolados de ambientes hospitalares. Durante a conferência dos laudos preliminares, o técnico observa divergências na forma como os organismos foram nomeados, especialmente quanto ao uso de itálico, capitalização e atualização taxonômica após reclassificações baseadas em análises filogenéticas moleculares.

Assinale a alternativa correta quanto à conduta técnica e conceitual adequada a ser adotada nesse contexto. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso cobra a padronização formal da nomenclatura binomial e a atualização taxonômica aceita por códigos internacionais: o nome científico deve ser escrito em itálico ou sublinhado, com o gênero em maiúscula e o epíteto específico em minúscula, e a classificação pode ser revisada conforme evidências filogenéticas/moleculares.

Tema central: Nomenclatura taxonômica formal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque nega dois fundamentos da taxonomia moderna. A classificação não se baseia exclusivamente em morfologia, pois também incorpora evidências filogenéticas e moleculares. Além disso, a primeira descrição formal não torna a classificação imutável; reclassificações são admitidas quando novas evidências sustentam melhor posicionamento taxonômico.
B
Errada
Está errada porque reduz os dados moleculares a uso apenas acadêmico. Pela base, reclassificações fundamentadas em evidências moleculares podem alterar a classificação e a nomenclatura oficialmente utilizadas, inclusive em registros laboratoriais. Portanto, elas têm repercussão documental e técnica, não apenas teórica.
C
Errada
Está errada porque dispensa justamente o elemento que garante validade nomenclatural. A rotina laboratorial não substitui os códigos internacionais por convenções locais; a padronização formal dos nomes científicos depende desses códigos para identificação consistente, comunicação técnica e rastreabilidade.
D
Certa
A alternativa D é a única que reúne os dois pontos técnicos exigidos no caso. Primeiro, aplica corretamente a grafia do binômio científico: gênero com inicial maiúscula, epíteto específico em minúscula, em itálico ou sublinhado. Segundo, reconhece que a classificação taxonômica de microrganismos pode ser revisada quando novas evidências, inclusive filogenéticas/moleculares, justificam reclassificação, devendo o laboratório usar a nomenclatura atual validada internacionalmente para garantir padronização e rastreabilidade.
E
Errada
Está errada porque transforma uma possibilidade de escrita em obrigação universal. A abreviação do gênero pode ser usada apenas quando o contexto já está claro e sem gerar ambiguidade. Em registro laboratorial, a rastreabilidade taxonômica e a identificação inequívoca prevalecem; por isso, abreviar não é obrigatório.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre rotina laboratorial e flexibilização das regras formais, além da falsa ideia de que reclassificação molecular não muda a nomenclatura oficial ou de que abreviação do nome científico é sempre obrigatória.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa acerta a grafia do binômio científico e aceita reclassificação taxonômica validada, ela tende a seguir o critério correto.
  • Desconfie de opções que tratem a classificação como imutável ou baseada só em morfologia.
  • Em contexto laboratorial, nomes científicos válidos continuam dependentes de códigos internacionais, não de nomenclaturas locais.
  • Abreviação de gênero só é aceitável quando não compromete clareza nem rastreabilidade.

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