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Paciente masculino, 45 anos, vítima de atropelamento, apres...

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Q4195048 Medicina
Paciente masculino, 45 anos, vítima de atropelamento, apresenta: hipotensão arterial, taquicardia, hematoma na bolsa escrotal.
Diante do quadro, é correta a afirmação:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em politraumatizado com hipotensão, taquicardia e sinais de trauma pélvico/perineal, a fratura do anel pélvico pode causar choque hemorrágico por sangramento retroperitoneal volumoso; esse é o critério médico que sustenta a alternativa E.

Tema central: Choque hemorrágico na fratura pélvica
Análise das alternativas
A
Errada
A frase descreve um padrão semiológico compatível com fratura proximal do fêmur, mas isso não é sustentado pelos achados fornecidos. O enunciado não traz deformidade de membro inferior, e sim trauma de alta energia com hipotensão, taquicardia e hematoma escrotal, quadro que direciona para trauma pélvico com possível choque hemorrágico.
B
Errada
Hematoma na bolsa escrotal pode sugerir trauma pélvico/perineal e pode coexistir com lesão uretral, mas não estabelece relação direta obrigatória com lesão da uretra. O sinal é sugestivo, não confirmatório.
C
Errada
Está incorreta porque a principal determinante de instabilidade nas fraturas do anel pélvico é o complexo posterior, especialmente as estruturas sacroilíacas e ligamentares posteriores. A porção anterior isolada não é a principal causa de instabilidade global do anel.
D
Errada
Nas instabilidades verticais do anel pélvico, tração esquelética não é a formulação correta como tratamento indicado para corrigir a ascensão da hemipelve. A prioridade é a estabilização adequada do anel pélvico; a tração pode ter papel temporário e acessório em situações selecionadas, mas não constitui a resposta principal nem resolutiva.
E
Certa
A alternativa E está correta porque, nas fraturas do anel pélvico, o choque hemorrágico é classicamente provocado por sangramento retroperitoneal. Esse sangramento pode ser volumoso e decorre de lesões venosas do plexo pélvico, de superfícies ósseas sangrantes e, em menor proporção, de lesão arterial. No caso descrito, a instabilidade hemodinâmica se explica por essa fisiopatologia.
Pegadinha da questão
A banca mistura um sinal perineal chamativo, que pode sugerir lesão uretral, com um quadro hemodinâmico cujo ponto decisivo é outro: na fratura pélvica instável, o choque decorre do sangramento retroperitoneal.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma pélvico com hipotensão e taquicardia, priorize a fonte de choque típica: hemorragia retroperitoneal.
  • Não trate hematoma escrotal ou perineal como confirmação de lesão uretral; ele é sinal sugestivo, não diagnóstico obrigatório.
  • Na biomecânica do anel pélvico, pense primeiro no complexo posterior como principal responsável pela estabilidade.
  • Em instabilidade vertical pélvica, diferencie medida temporária de tratamento corretivo: a resposta conceitual é estabilização do anel, não tração isolada.

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