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Paciente masculino, 33 anos, sofreu um acidente de moto, co...

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Q4195026 Medicina
Paciente masculino, 33 anos, sofreu um acidente de moto, com trauma no braço direito. Apresenta uma fratura da diáfise do úmero, com suspeita de lesão do nervo radial. Nesse caso, é correto afirmar que:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão é decidida pela associação clássica entre fratura espiral do terço distal da diáfise do úmero e maior risco de lesão do nervo radial, especialmente na fratura de Holstein-Lewis; como o enunciado traz fratura diafisária umeral com suspeita de lesão radial, a alternativa correta é a E.

Tema central: Lesão do nervo radial na fratura do úmero
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a lesão do nervo radial causa déficit típico de extensão do punho e dos dedos, com punho caído, e não incapacidade de flexão.
B
Errada
Está errada porque dormência na região tênar palmar corresponde ao território sensitivo do nervo mediano, não do radial.
C
Errada
Está errada porque não se pode afirmar que, mesmo nas fraturas expostas, as lesões devam ser tratadas conservadoramente. Em fratura exposta, pode haver lesão aberta, laceração ou descontinuidade neural, o que afasta uma conduta conservadora universal.
D
Errada
Está errada porque a exploração imediata do nervo não é regra nas fraturas fechadas da diáfise do úmero com paralisia radial. Muitas dessas lesões são neuropraxias e costumam ser inicialmente observadas.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a fratura de Holstein-Lewis é a fratura espiral do terço distal da diáfise do úmero classicamente associada a maior incidência de lesão do nervo radial. O fundamento é anatômico: o nervo radial percorre o sulco espiral e, distalmente, atravessa o septo intermuscular lateral, ficando mais vulnerável nessa topografia.
Pegadinha da questão
A banca misturou três confusões clássicas: trocar extensão por flexão no déficit motor do radial, confundir sensibilidade radial com a região tênar palmar do mediano e absolutizar a conduta cirúrgica ou conservadora; o ponto realmente decisivo era reconhecer a associação clássica da fratura de Holstein-Lewis com lesão do nervo radial.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesão do nervo radial, procure déficit de extensão do punho e dos dedos, não de flexão.
  • Se a alteração sensitiva descrita for na eminência tênar palmar, pense em nervo mediano, não radial.
  • Na fratura diafisária do úmero, lembre da associação clássica entre fratura espiral distal de Holstein-Lewis e maior risco de lesão radial.
  • Desconfie de alternativas com conduta absoluta em lesão radial associada a fratura do úmero; o manejo depende de fratura fechada versus exposta e da suspeita de lesão neural mais grave.

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