Uma paciente de 54 anos, com quadro de rinossinusite crônica...
Diante do exposto acima, a paciente tem indicação de:
Gabarito comentado
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Tema central: Rinossinusite crônica com polipose nasossinusal (CRSwNP) de inflamação tipo 2 eosinofílica, associada a asma de difícil controle e recorrência após cirurgias. Esse conjunto indica doença grave e refratária, em que há indicação de terapia avançada.
Resposta correta: A – tratamento com imunobiológico
Justificativa: Segundo EPOS/EUFOREA (2020–2023) e ICAR-RS, estão indicados imunobiológicos em CRSwNP quando há: (1) cirurgia prévia com recidiva; (2) fenótipo tipo 2 (eosinofilia, comorbidade asma); (3) sintomas persistentes apesar de corticoide intranasal/ess; e/ou necessidade repetida de corticoide sistêmico. A paciente cumpre claramente esses critérios. Opções aprovadas e eficazes: dupilumabe (anti-IL-4Rα, bloqueia IL-4/IL-13), mepolizumabe (anti-IL-5) e omalizumabe (anti-IgE), que reduzem escore de pólipos, melhoram olfato e qualidade de vida e auxiliam no controle da asma (EPOS 2020; UpToDate; GINA 2024).
Estratégia na prova: Identifique “asma difícil”, “polipose com eosinofilia” e “recidiva pós-cirurgia”. Esses termos sinalizam doença tipo 2 grave → imunobiológico é o próximo passo do algoritmo após falha de terapia tópica e cirurgia.
Análise das alternativas incorretas:
B – internação hospitalar: Reservada para complicações (celulite/orbite, abscesso, complicações intracranianas) ou sangramento importante. O caso é crônico e estável; não há indicação de internação (EPOS 2020).
C – anti-histamínico oral: Útil em rinite alérgica por bloqueio da histamina, mas não reduz pólipos nem controla inflamação tipo 2 eosinofílica da CRSwNP. Não é terapia de escolha para polipose (UpToDate).
D – cauterização dos pólipos: Pólipos não são vasos, e “cauterizar” não trata a base inflamatória nem remove massa polipoide. O manejo cirúrgico adequado é cirurgia endoscópica quando indicada; aqui já falhou, reforçando a indicação de biológico. Cauterização é ineficaz e potencialmente lesiva.
E – alta: Inapropriado. Trata-se de doença crônica grave, sintomática e com recidiva; requer escala terapêutica e seguimento.
Pontos de atenção/pegadinhas: Não confundir CRSwNP eosinofílica com rinite alérgica simples (onde anti-histamínicos ajudam). A tríade pólipos + asma + recorrência pós-cirurgia sugere possível DRGEA/AERD (intolerância a AINEs), reforçando o perfil tipo 2 e a resposta a biológicos.
Referências essenciais: EPOS 2020/2023; ICAR-RS 2021; GINA 2024; UpToDate – Chronic rhinosinusitis with nasal polyps; Harrison’s Principles of Internal Medicine (cap. doenças alérgicas e inflamatórias das vias aéreas).
Gabarito: A – tratamento com imunobiológico
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