Uma paciente de 70 anos vai a uma consulta com um otorrinol...
Ao exame, apresenta abaulamento com hiperemia no canto interno do olho direito com drenagem de secreção amarelada à compressão local. A rinoscopia anterior revela fossas nasais permeáveis e sem secreção.
Diante do exposto, o diagnóstico dessa paciente é:
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico diferencial das principais causas de lacrimejamento e inflamação periocular em pacientes idosos. É fundamental reconhecer os sinais clínicos típicos da dacriocistite, especialmente em provas de Residência Médica, onde a diferenciação entre quadros orbitais e nasais é recorrente.
Justificativa da alternativa correta (D – Dacriocistite):
O quadro clínico apresentado inclui dor, hiperemia, edema no canto interno do olho, lacrimejamento (epífora) e drenagem de secreção à compressão. Esses achados são clássicos de dacriocistite, que é a infecção do saco lacrimal geralmente secundária à obstrução do ducto nasolacrimal. A ausência de sintomas nasais e uma rinoscopia normal reforçam o diagnóstico. Além disso, a recorrência dos episódios, a secreção amarelada e o abaulamento local são descrições compatíveis com a literatura médica, como destaca o Manual de Oftalmologia Clínica de Kanski: “A dor, rubor, edema e drenagem purulenta junto ao canto medial do olho são característicos da dacriocistite.”
Estratégias para provas: Fique atento para detalhes como localização da dor, padrão da secreção e relação com sintomas nasais. Terminologias como “canto interno do olho” e “drenagem ao pressionar” são fundamentais para diferenciar afecções nasolacrimais de causas sinunasais ou oculares superficiais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Polipose nasossinusal: Exige sintomas nasais (obstrução, hiposmia), que não estão presentes. Polipose não causa abaulamento ou secreção purulenta no canto interno do olho.
B) Pansinusite aguda: Caracteriza-se por dor facial difusa, febre, secreção nasal; manifestação predominantemente nasal e facial. O caso não aponta para inflamação generalizada dos seios.
C) Esfenoidite aguda: Daria sintomas como cefaleia profunda, potencialmente diplopia ou sintomas neurológicos, mas não dor e edema localizados no canto interno do olho.
E) Ceratoconjuntivite: Produz olho vermelho difusamente, sensação de corpo estranho, mas não há formação de abaulamento ou drenagem purulenta específica do ponto lacrimal.
Referência em diretrizes: Segundo o Manual do Ministério da Saúde, em “Protocolos de Atenção Oftalmológica na Atenção Primária”, a dacriocistite aguda é diagnosticada pela clínica, com “dor, edema, hiperemia em canto medial do olho e drenagem de secreção à expressão.” (p. 38).
Resumo: O reconhecimento do padrão clínico orienta para o diagnóstico correto. Evite distratores baseando-se em sintomas-chave e na topografia das queixas.
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