Uma paciente de 42 anos relatou história de hipoacusia bilat...
Sabe-se que o laudo audiométrico compatível com otosclerose em fase inicial da doença é:
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Tema central: Otosclerose em fase inicial, causa clássica de hipoacusia condutiva progressiva em mulheres jovens, com história familiar e piora na gestação. Fisiopatologia: fixação do estribo pela otosclerose (ossificação anômala da cápsula ótica) reduz a transmissão sonora.
Como interpretar a audiometria e imitanciometria na otosclerose inicial:
- Hipoacusia condutiva (gap aéreo-ósseo), muitas vezes com entalhe de Carhart em 2 kHz (queda da via óssea “falsa”).
- Timpanometria: pressão normal da orelha média, com complacência normal ou reduzida. Em provas, aceita-se curva tipo A; alguns textos descrevem tipo As (pouca amplitude) pela rigidez do estribo.
- Reflexo estapédico: ausente (fixação do estribo impede a contração efetiva).
Alternativa correta: A – “Hipoacusia condutiva bilateral com curva tipo A e ausência de reflexo estapédico”. Justificativa: combina o padrão funcional típico (condutiva) com pressão timpânica normal (curva A/As) e reflexo estapédico abolido. É exatamente o esperado no início da doença. Referências: UpToDate (Otosclerosis: clinical features and diagnosis), Cummings Otolaryngology.
Análise das incorretas:
B – Curva tipo B é plana, típica de otite média com efusão ou perfuração, não de otosclerose. Além disso, o reflexo costuma estar ausente, não presente.
C – Descreve neurossensorial, mas a otosclerose inicial é condutiva. Reflexo estapédico presente contradiz fixação do estribo.
D – Neurossensorial com curva tipo B: mistura dois achados incompatíveis. Curva B sugere patologia da orelha média; neurossensorial é patologia coclear/retrocolear. Além disso, na otosclerose o reflexo é ausente por fixação, não por alteração coclear primária.
E – Hipoacusia mista pode ocorrer em fases tardias (cocleares), mas a questão pede fase inicial. Curva B e reflexo presente não condizem com otosclerose.
Dicas de prova (pegadinhas):
- Curva B → pense em efusão; Curva C → disfunção tubária; As → rigidez (ex.: otosclerose).
- Reflexo estapédico ausente é pista forte para fixação do estribo.
- História familiar positiva e piora na gestação reforçam otosclerose.
Conduta (resumo):
- Início: aparelho de amplificação sonora pode ser suficiente.
- Definitivo: estapedotomia/estapedectomia com prótese do estribo em casos indicados. Tratamentos farmacológicos (fluoreto/bisfosfonatos) têm evidência limitada. Referências: UpToDate; Diretrizes clínicas em Otologia (SBORL), Cummings.
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