Uma mulher com 21 anos apresenta história de cefaleia
hemicraniana, pulsátil, precedida por escotomas visuais, de
duração de 6 a 10 horas, com fono e fotofobia, com pelo
menos um episódio ao mês nos últimos 10 anos. Relata que a
privação de sono desencadeia o quadro e que obtém melhora
parcial da cefaleia após ingerir analgésico comum. Nega
febre ou alteração das características de cefaleia
recentemente. Nega outros sintomas associados. Ao exame
físico, apresenta bom estado geral, fácies de dor, está
hidratada, corada, com frequência cardíaca de 90 bpm e
pressão arterial de 130 x 80 mmHg. Não apresenta alterações
no aparelho cardiovascular nem no respiratório. O exame
neurológico da paciente encontra-se normal.
Diante desse quadro clínico, quais são, respectivamente, a
hipótese diagnóstica e a conduta adequada para a paciente?