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Q3511961 Medicina
Uma paciente de 65 anos, com história de cefaleia, dor ocular, diplopia e diminuição progressiva da acuidade visual, foi submetida a uma tomografia computadorizada de seios da face, que evidenciou uma massa cística, encapsulada, sem captação de contraste e sem destruição óssea no interior do seio esfenoidal.
Diante do exposto acima, a principal hipótese diagnóstica é:
Alternativas

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Tema central:
A questão aborda a identificação de lesões expansivas dos seios paranasais, focando no seio esfenoidal. O principal desafio está em diferenciar as patologias com base em manifestações clínicas e achados radiológicos, competências fundamentais para a prática otorrinolaringológica em residência médica.

Justificativa da alternativa correta (C - Mucocele esfenoidal):
A mucocele é uma lesão cística, benigna e encapsulada, decorrente da obstrução do óstio de drenagem do seio paranasal – neste caso, o esfenoidal. Essa obstrução ocasiona acúmulo e retenção de muco, provocando expansão da parede óssea sem destruição — característica que diferencia de processos invasivos malignos. Os sintomas descritos (cefaleia, dor ocular, diplopia e redução da acuidade visual) surgem pelo efeito de massa sobre estruturas adjacentes (nervo óptico, nervos oculomotores). Na tomografia computadorizada (TC), a mucocele aparece como massa cística, encapsulada, sem captação de contraste e sem destruição óssea, exatamente como no caso apresentado.

Segundo a literatura de referência (ex.: Cummings Otolaryngology, 6ª ed.; UpToDate, seção “Mucocele of the paranasal sinuses”), esses achados são clássicos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Osteoma esfenoidal: Tumor ósseo benigno, radiologicamente denso e calcificado, não cístico. Raramente causa sintomas compressivos como os descritos.
B) Célula de Onodi: Variação anatômica do seio etmoidal posterior, que pode se relacionar ao nervo óptico, mas não se apresenta como lesão cística encapsulada.
D) Estesioneuroblastoma: Tumor maligno de origem olfatória, geralmente com destruição óssea e sintomas nasais importantes (não apresentados no caso).
E) Célula de Haller: Variação anatômica das células etmoidais infraorbitárias, sem relação com lesão cística no seio esfenoidal.

Ponto-chave das provas:
Fique atento à descrição de “massa cística, encapsulada, sem invasão/destruição óssea” — direciona fortemente para mucocele e afasta neoplasias e variações anatômicas não expansivas.

Resumo prático: Os conceitos de expansão, localização anatômica, efeitos compressivos e padrão radiológico devem sempre ser cruzados na avaliação das massas dos seios da face.

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